
Continuação do filme de 2000, “Gladiador II” está indicado, entre outras categorias, ao Oscar de melhor figurino neste ano, comandado por Janty Yates e David Crossman. Janty, fiel escudeira do diretor Ridley Scott, retorna à franquia depois de 23 anos e de levar o Oscar na categoria em 2001 pela primeira obra do universo cinematográfico. De Scott, mesmo diretor da primeira obra, o longa-metragem gira em torno do personagem Lucius, de Paul Mescal, dezesseis anos após os acontecimentos do primeiro.
Com aproximadamente 500 figurantes, a produção contou com 2000 figurinos para 150 gladiadores – confeccionados na Nova Zelândia, na Inglaterra e na Hungria. Janty Yates criou os figurinos baseando-se em pesquisas que fez sobre o Império Romano, mas não à risca: segundo a figurinista, o diretor do longa tem apego a figurinos extravagantes nos filmes. É possível perceber que para todos os personagens em posição de poder ou alta hierarquia social, há grande presença do dourado, seja em detalhes das peças ou em acessórios.
Personagens em destaque
David, que ficou responsável pelas vestes dos gladiadores, revelou que as armaduras usadas por Paul Mescal são diferentes à medida que a narrativa é desenvolvida. No início, a armadura utilizada é tecida à mão de modo similar a habitantes da Numídia, reino antigo no Norte da África onde o personagem vivia. Após, já em Roma, a armadura tem couro em verde, cor do imperador de Roma, Macrinus.

Para o personagem de Pedro Pascal, o general Marcus Acacius, foram criados trajes detalhados e opulentos para que tivessem o foco da atenção; como o que tem uma Medusa na região do peito, usada em batalha contra Lucius. Além da armadura branca para demonstrar a vitória em sua volta a Roma, depois de conquistar o reino da Numídia.

Os figurinos do personagem de Denzel Washington, o imperador Macrinus, tiveram como norte o trabalho dos pintores Jean-Léon Gérôme e Jean-Joseph Benjamin Constant, do século 19. Foram utilizados muitos acessórios, como anéis em todos os dedos e colares, além de robes bordados feitos em tecidos extravagantes.

Já para Lucilla, interpretada por Connie Nielsen, a inspiração inicial seria contemporânea, porém a atriz e o diretor optaram por drapeados romanos clássicos, com véus na cabeça ou, ainda, mantos.

Por fim, para os imperadores gêmeos Geta e Caracalla, respectivamente Joseph Quinn e Fred Hechinger, a inspiração veio dos integrantes Johnny Rotten e Sid Vicious, da banda punk-rock Sex Pistols. Foi criado um guarda-roupa de sobreposições, com exagero de acessórios dourados, mostrando uma opulência sem requinte.



