
O absurdo se serve à mesa: friamente, como um prato principal que já se esperava; ou abrupto, como uma faca afiada que rasga o tecido da normalidade cotidiana. A exposição coletiva “Absurdos Servidos no Jantar” nos convida a mastigar o que frequentemente engolimos sem questionar: os paradoxos da existência, as lacunas entre ordem e caos, a indiferença da realidade frente à busca humana por sentido. A curadoria é de Paulo Azeco.

Inspirada na teoria do absurdo de Albert Camus, a mostra reúne artistas de distintas gerações e linguagens para explorar como o descompasso entre a realidade e a necessidade humana de significação se insere no dia a dia. O espectador é confrontado com um banquete visual e conceitual que transita entre a fotografia, a escultura, a instalação e a pintura, abrindo um amplo espectro da arte brasileira. Entre os nomes reunidos, figuram desde referências seminais como Tunga e Anna Bella Geiger até expoentes da nova geração como Bertô, Ana Matheus Abbade e Cipriano. Seus trabalhos fazem emergir os contornos invisíveis da cultura, das emoções e das relações de poder, evidenciando como essas estruturas regulam nossa percepção do absurdo.

A exposição se desdobra em quatro eixos temáticos – os absurdos das catástrofes naturais, os absurdos sociais, os absurdos psicológicos, os absurdos da virtualidade, cada um deles um capítulo dessa narrativa da inquietação.
Galeria Danielian Rio – Rua Major Rubens Vaz, 414, Gávea, Rio de Janeiro, SP.



