
Com início oficial marcado para esta quinta-feira (11.09), a fashion week nova-iorquina de verão 2026 revela oito novos designers em seu calendário. Estes nomes, que passaram pelo crivo do CFDA, o Conselho dos Designers de Moda da América, apresentarão suas criações em diferentes formatos.
A maioria destes rostos fashion, que trazem frescor ao mercado, farão a mostra de suas peças por presentations, por agendamento, em apresentações estendidas ou digitais. Uma exceção será Amir Taghi, que estreará nas passarelas no último dia da semana de moda, 16.09. Vamos conhecê-los?
Heirlome

Fundada em 2022 pela mexicana Stephanie Suberville e seu marido, Jeffrey Axford, a Heirlome é uma ode, de apelo elevado, à herança cultural hispânica da designer. Tendo cursado moda na Parsons, em Nova York, e trabalhado na Rag & Bone, Stephanie adora colaborar com artistas mexicanos locais a cada temporada. Entre ceramistas, pintores e marceneiros, ela traz o artesanato regional como placement prints. Suas peças giram entre eveningwear e alfaiataria e trazem abundância elegante de tecidos.
Dwarmis

Feita de forma sustentável em Nova York, a Dwarmis nasceu de Dwarmis Concepcion, uma dominicana da capital, Santo Domingo. Orgulhosa de suas raízes, ela vê sua marca como uma infusão do calor caribenho. Para a nova coleção de verão 2026, a ser apresentada durante a NYFW, o público pode esperar tecidos arejados e plissados, além de corpetes esculpidos em cores como azul-petróleo, bem como calças largas e lânguidas.
Rùadh

Jac Cameron, fundadora da Rùadh, nasceu em Glasgow, na Escócia, e se mudou para Nova York, onde obteve experiência profissional em companhias como Marc Jacobs, Abercrombie & Fitch e Calvin Klein Jeans. Apesar do vasto conhecimento e trabalho de Cameron com o denim, a marca não se resume a isto. De nome que quer dizer “vermelho” no idioma gaélico, a label também cria com malhas tecidas à mão, outerwear de couro e padrão de xadrez tartan.
Mel Usine

Com passagens por Rodarte, Proenza Schouler e Gabriela Hearst, o fundador da Mel Usine, Stephen Biga, tomou inspiração do folclore europeu para nomear sua etiqueta. Ela vem de “Mèlusine”, ninfa aquática mítica imaginada como uma sereia. Segundo ele, isto explica o “romantismo medieval” que emprega em suas criações.
Para a sua coleção de verão 2026, o criativo deu vida a peças únicas. Alguns exemplos são: um top, que é versão reeditada de blusa de poeta com detalhe de peplum; e um vestido de mangas compridas de corte duplo, feito em renda. Este último ainda traz forro de jersey transparente e malha metálica prateada, para fazer referência aos Cavaleiros Templários.
Zimo

Zimo Yan criou sua grife, a Zimo, em 2021. Com passagem pelo time de design da 3.1 Phillip Lim, a experiente designer apresentou suas últimas coleções em Paris e agora está de volta à semana de moda norte-americana. Para ela, sua marca é um “documentary wear” e mistura sua herança do Leste Asiático com referências da cultura jovem dos anos 1990. Sua linha de trabalho, que a levou a utilizar o termo de moda documentária, perpassa o uso de estoque morto e “objetos ignorados” para torná-los itens que façam as pessoas sentirem que estão “vestindo suas memórias”. Um exemplo é a criação de vestidos desconstruídos feitos de toalhas vintage. Na coleção de verão 2026, porém, Zimo Yan rasgou camisas de futebol velhas e adicionou a elas toques florais e lantejoulas.
Amir Taghi

Texano da cidade de Houston, Amir Taghi criou sua grife homônima logo antes do período pandêmico. Um de seus núcleos na criação de peças é o sportswear clássico, porém elevado, além de cores e estampas trazidas de sua identidade persa. Para a sua passarela de verão 2026, Amir unirá Ocidente e Oriente, com inspirações no estilo glamuroso da cantora iraniana Googoosh e nas linhas retas do arquiteto norte-americano Frank Lloyd Wright. Spoiler: espere suéteres de tapeçaria e vestidos para o dia com saias rodadas.
Jamie Okuma

Residente da Reserva Indígena La Jolla da tribo Luiseño, na Califórnia, Jamie Okuma criou sua label homônima com foco na valorização da cultura e do design dos nativos americanos. Primeira indígena a fazer parte do CFDA, Jamie produz caftãs, vestidos tubinho e peças casuais com estampas indígenas. Para ela, seus itens de moda honram e expressam sua identidade cultural, junto a toques modernos.
Taottao

Graduada no FIT, nos EUA, Yitao Li, da Taottao, passou pela Central Saint Martins, em Londres e a Polimoda, em Florença, na Itália. Com grandes instituições de moda no currículo, conseguiu estágios de design em grifes como Thom Browne e a norte-americana Monse, do mesmo duo de designers à frente da Oscar de la Renta. Em 2022, criou, enfim, sua marca própria, de traços sensuais e volume sutil. Destaques de sua obra são as estampas inspiradas em animes e a fusão de tecidos, como o jeans junto à renda. Com toque de rebeldia, saias kilt com fendas, espartilhos de patchwork, baby tees e jeans com lavagem ácida não faltam em seu ateliê. Para o verão 2026, ela contará com muito uso de xadrez e laços.



