
No coração do Brooklin, em São Paulo, existe uma casa onde tudo convida a ficar. A mesa não é só mesa, é ponto de encontro; a comida não é só comida, é memória; o evento não é só evento, é experiência desenhada a partir do seu sonho. A Casa Zuri nasceu de uma frustração. “Foram mais de 20 anos de consultoria, trabalhos incríveis, mas também muita raiva. Gestão na gastronomia ainda é novidade, e quando você vai embora, tudo volta 40 casas atrás”, conta Vera Araújo, gestora e sócia da Casa Zuri. O acúmulo de desgaste levou a uma crise de ansiedade, e à necessidade de reinventar a forma de atuar.
Ao lado da sócia Amanda Sabadell, chef formada em gastronomia e marketing, ela desenhou um novo caminho: criar uma casa que fosse, antes de tudo, um espaço afetivo, com processos sólidos e acolhimento real. “Eu queria um nome ancestral, africano, algo que fosse meu. Aí surgiu o Zuri, que significa “bela” em iorubá. Amanda já fez o logo, pensamos nas cores e ficou claro que a ideia tinha alma”, diz Vera.
O plano de negócios foi apresentado a uma investidora, que topou imediatamente. “A parte mais difícil, que era o dinheiro, a gente já tinha. O mais valioso era alguém confiar em nós”, lembra Amanda. Encontraram no Brooklin a casa que viraria sede, com reformas mínimas, mas muita energia colocada em cada detalhe, como móveis de família, objetos pessoais, memórias. “A gente queria que fosse um lugar onde as pessoas se sentissem bem-vindas, como se estivessem na própria casa”, explica Amanda.
Na Casa Zuri não há espaço para preconceitos. “Aqui não entra racista, homofóbico, etarista. Enquanto pudermos escolher, nossas escolhas serão conscientes”, afirma Vera. O time é formado apenas por mulheres – jovens, maduras, negras, lésbicas, gordas – e todas com espaço para crescer. “A moça da faxina virou a melhor garçonete. A menina tímida virou barman em meia hora. O que a gente mais gosta é de ensinar”, diz Amanda.
Na cozinha, a marca é o afeto. “Não sou de espuma e firulas. Minha cozinha é de memória, é lembrável”, resume Amanda. A assinatura da casa nasceu de um improviso: um espaguete que sobrou de um evento virou bolinho recheado de muçarela, empanado e frito. “Eu falei: descongela, vamos fazer. E virou o bolinho mais vendido. Hoje é o nosso Bolinho Casa Zuri.”
A casa funciona com reservas, do almoço executivo durante a semana aos eventos sob medida, sociais ou corporativos. Feijoada, brunch e o “Chef Convida” fazem parte do calendário fixo. “Nosso briefing começa assim: me conta o seu sonho. A partir daí, desenhamos o cardápio, o serviço, o ambiente. Cada evento tem a cara do cliente”, explica Vera. E o clima não termina no prato. “Não tem um brunch em que as mesas não acabem misturadas, com gente que não se conhecia cantando junto com o músico.”
O futuro já está na régua, elas querem uma segunda unidade, novos formatos de aulas e parcerias, cursos de férias para crianças e adolescentes, além de projetos voltados para mulheres 60+. “A gente quer ser esse lugar onde tudo é possível. Onde você senta, come, conversa e pensa em coisas novas junto. Um lugar de hospitalidade verdadeira”, resume Amanda. No fim, o propósito se traduz em uma frase que as duas repetem: “Nosso objetivo é fazer dinheiro, sim. Mas com respeito, com afeto. Valor é tão importante quanto sabor.”
Seja para um almoço executivo, um mini wedding, um show intimista ou um simples café, a Casa Zuri te recebe como se fosse a sua própria casa. Porque lá, valor é tão importante quanto sabor. Entre, sente-se à mesa e descubra por que a Casa Zuri já é considerada um dos lugares mais acolhedores de São Paulo.
Programe-se:
12.09: Casa Zuri convida chef Júlio para uma noite de boteco;
20.09: Izakaya com chef Takeda e chef Susana Jhun;
27.09: Feijoada na Casa Zuri;
28.09: Casa Zuri convida Jaca Bo-ah para um brunch vegano.
Casa Zuri – (aulas, catering, eventos, locações) – Rua Nova Orleans, 34, Brooklin, São Paulo, SP. Tel.: 11-97827-1976. Até 60 lugares.



















