
A partir de 16 de setembro, a galeria Kovak & Vieira inaugura “Lar”, individual de André Mogle com a participação de Allan Souza Lima e Jota Andrade. A exposição, com expografia e curadoria de Tito Bertolucci e texto crítico de Renata Rocco, reúne mais de 30 obras produzidas entre 2024 e 2025 e marca uma nova fase do artista, voltada à introspecção e ao autoconhecimento.
“‘Lar’ é uma série que aborda nosso corpo como morada, o espaço mais íntimo. É nele que guardamos conhecimentos e sentimentos e, quanto mais o habitamos, mais conseguimos viver em harmonia com o lado de fora”, explica Mogle.
Com estética contemporânea marcada por referências ambientais, o artista apresenta seres híbridos – entre humano e planta – que ganham forma em telas, objetos e esculturas. Para Renata Rocco, o título da mostra simboliza tanto partida quanto chegada: “Se o dicionário define ‘lar’ como casa ou terra natal, nas obras de Mogle essa noção se expande. O lar também é corpo: abrigo, memória, origem, ancestralidade”.

De origem indígena, Mogle traz em suas obras cores e traços inconfundíveis que evocam natureza, infância e afeto. Terra, água e céu entrelaçam-se ao corpo, transformando-o em território íntimo e sagrado, conduzindo o público a refletir sobre o que se esconde no ruído do presente.
Para Renata, a mostra é um convite ao recolhimento em tempos de pressa e excesso: “Vivemos anestesiados pela velocidade e pelo bombardeio de imagens. Mogle nos propõe o caminho contrário, retornar a si, escutar o corpo e acessar a sabedoria ancestral que nos habita”.
Além das obras de Mogle, a exposição exibe três fotografias de Allan Souza Lima e Jota Andrade, registradas durante as filmagens da segunda temporada de “O Cangaço”, que estreia em 2026 no Prime Video. Produzidas em Cabaceiras e Campina Grande (PB), Parelhas (RN) e no interior do Ceará, as imagens capturam a força e a beleza autêntica do sertão nordestino.



