
A partir deste sábado (27.09), o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo inaugura um ciclo de atividades voltadas à ancestralidade, identidade e diversidade cultural. A programação reúne a feira Exppo Axé, a estreia da mostra individual da artista Isa do Rosário, a oficina Cerâmica e Ancestralidade com Priscila Leonel e a abertura da exposição “Xirumba”.
Exppo Axé
Transformando o museu em um grande espaço de celebração das culturas afro-brasileiras, a feira cultural reúne 20 marcas, entre elas Axé Sem Fronteiras, Ateliê Ori, Casa de Tereza, Babaçu Moda Afro e Raízes do Axé. O público terá acesso a moda, artesanato, literatura e gastronomia de matriz africana, além de rodas de conversa com lideranças religiosas, sessões de autógrafos, oficinas de estética afro e culinária tradicional. Mais que uma feira, a iniciativa propõe informação, diálogo e desmistificação das religiões de matriz africana.

Exposição de Isa do Rosário
Reconhecida internacionalmente, com passagens pela Bienal de Liverpool (2023), Bélgica (2024) e MAM Rio (2025), Isa do Rosário estreia sua primeira mostra individual em São Paulo. Sua obra cruza símbolos nacionais, corpo e tecido para questionar a memória coletiva da diáspora negra e o apagamento de corpos negros em representações oficiais do Brasil, tensionando as fronteiras entre arte, política e identidade.
Oficina Cerâmica e Ancestralidade
Das 10h às 13h, a artista e pesquisadora Priscila Leonel conduz uma vivência coletiva que une prática e reflexão. Ao moldar o barro, os participantes discutem o papel da cerâmica na arte contemporânea e conhecem referências de artistas negros do Brasil, da África e da diáspora. Doutora em artes e pós-doutora em cerâmica decolonial pela ECA-USP, Priscila é docente da Unesp e coordena o Nupe (Núcleo Negro para Pesquisa e Extensão). Sua pesquisa alia educação, arte e ancestralidade sob perspectiva decolonial.

Exposição “Xirumba”
Com registros fotográficos, a mostra valoriza tradições populares como maracatu rural, cavalo marinho, ciranda, poesia e maracatu-nação. Entre os retratados estão Anderson Miguel, Barachinha, Salustiano, além das mestras Dona Selma do Coco e Lia de Itamaracá, referências da cultura popular nordestina. A palavra poética de Miró da Muribeca também integra a exposição, que segue em cartaz até dezembro de 2025, exaltando a vitalidade de artistas negros e indígenas na preservação de tradições comunitárias.
Museu Afro Brasil Emanoel Araujo – Parque Ibirapuera, Portão 10, São Paulo, SP.



