
“I like to like what others are liking [Gosto de gostar do que os outros estão gostando]” é a maior retrospectiva de Leda Catunda já realizada fora do Brasil. A mostra ocupa dois andares da Sharjah Art Foundation, nos Emirados Árabes, e reúne mais de 60 obras produzidas desde os anos 1980 até hoje.
O percurso apresenta desde grandes instalações até aquarelas e colagens, explorando o contraste entre o feito à mão e o industrial. As obras oferecem uma crítica bem-humorada à cultura pop e ao consumo. Entre os destaques está “Barriga” (1993), peça exibida na Bienal de São Paulo em 1993 e 2018 e atualmente parte do acervo do Masp.

Figura central da cena artística brasileira dos anos 1980, Leda foi pioneira ao borrar os limites entre pintura e escultura. Suas primeiras produções combinavam tecidos domésticos, estampas prontas e ícones da cultura de massa. A partir dos anos 1990, sua pesquisa avançou para a abstração, com formas orgânicas e volumes protuberantes. Mais recentemente, sua estética assumiu caráter barroco, marcada por dobras, ornamentos e elementos viscerais.
Além das obras, a exposição oferece uma sala de leitura e pesquisa com catálogos, publicações, esboços, maquetes e cadernos de anotações, permitindo acompanhar a evolução do processo criativo da artista e a recepção crítica de sua trajetória.

A curadoria é assinada por Hoor Al-Qasimi, presidente e diretora da Sharjah Art Foundation. Reconhecida internacionalmente, ela dirige desde 2002 a Bienal de Sharjah, já co-curou mostras na Serpentine Gallery (Londres) e no Museum of Contemporary Art Chicago. Em 2025, será a diretora artística da 6ª Trienal de Aichi, no Japão, e em 2026 assinará a 25ª Bienal de Sydney.



