
Com informações da Reuters
Os varejistas nos EUA estão cada vez mais cautelosos devido às tarifas e estão reduzindo os estoques, à medida que consumidores preocupados com os custos reduzem os gastos com alguns produtos de beleza e cuidados com a pele.
No mês passado, a Coty projetou uma queda nas vendas trimestrais, devido à queda na demanda por seus produtos de beleza. A empresa havia investido desproporcionalmente em seu negócio de beleza de massa nos EUA, em detrimento de sua unidade de fragrâncias, mas posteriormente mudou de rumo, já que o setor de beleza de massa enfrentava dificuldades em meio à forte concorrência de rivais online com preços mais baixos.
A revisão se concentrará no segmento de cosméticos, avaliado em US$ 1,2 bilhão, que inclui marcas como CoverGirl, Rimmel, Sally Hansen e Max Factor, bem como seu negócio independente no Brasil, e explorará todas as opções, incluindo parcerias, desinvestimentos e spin-offs.
A Coty planeja consolidar todas as marcas de fragrâncias e aromas para reforçar seu negócio de perfumes, que é o principal impulsionador de sua receita e lucro, ao mesmo tempo em que busca manter o crescimento constante em cosméticos e cuidados com a pele.
“Esta próxima fase da nossa transformação envolve clareza e foco”, disse a CEO Sue Nabi.
Gordon von Bretten, membro do conselho da Coty e ex-diretor de transformação, liderará a unidade de beleza para o consumidor como presidente e também liderará a revisão estratégica.
Como parte da reorganização, Stefano Curti, diretor de marcas, e Alexis Vaganay, diretor comercial de beleza para o consumidor, deixarão seus cargos, informou a empresa.
“Esta nova estrutura também impulsionará um impulso renovado e um foco mais nítido para a beleza para o consumidor, posicionando-a para competir de forma mais eficaz no cenário da beleza em evolução”, disse a CEO Nabi, acrescentando que pretende expandir o portfólio de prestígio da Coty por meio de lançamentos de sucesso e elevação da marca.



