
O Masp inaugura em 10 de outubro a exposição “Clarissa Tossin: ponto sem retorno”, primeira mostra individual da artista no Brasil. Reunindo mais de 40 obras produzidas ao longo de duas décadas, a exposição reflete sobre a crise climática a partir de resíduos, objetos e materiais que se transformam em testemunhos do colapso ambiental. A mostra fica em cartaz até 1º de fevereiro de 2026.

Com curadoria de Adriano Pedrosa e Guilherme Giufrida, o projeto foi concebido como uma instalação imersiva, em que o museu se transforma em um espaço pós-apocalíptico. Entre os destaques está “Volume Morto” (2025), obra comissionada pelo Masp e feita com tintas produzidas a partir da terra de áreas atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024.
A exposição também apresenta a ausência de “You Gotta Make Your Own Worlds” (2019), destruída nos incêndios da Califórnia em 2025. No lugar da peça, o museu exibe apenas sua marca na parede, em tom de obituário. Outro trabalho de impacto é “Death by Heat Wave” (2021), que espalha troncos e galhos de uma árvore morta por onda de calor na França.

A obra de Clarissa Tossin (Porto Alegre, 1973) ainda conecta questões ambientais a processos de exploração territorial e espacial, sobrepondo imagens coloniais, registros de telescópio e embalagens da Amazon para discutir consumo de massa e colonização.
Masp – Avenida Paulista, 1.578, Bela Vista, São Paulo, SP.



