
Pelo menos 400 dos 2.200 funcionários da fabricante austríaca de cristais Swarovski devem deixar a empresa no início de 2026, anunciou na quinta-feira (06.11) a Câmara do Trabalho do Tirol (AKT).
Segundo a entidade representativa dos trabalhadores austríacos, o número pode chegar a 500 “se a maioria dos funcionários restantes não concordar com a redução da jornada de trabalho proposta pela administração do grupo.”
“Isso representa uma declaração de falência para a estratégia da administração do grupo e para a unidade de Wattens”, afirmou o presidente da AKT, Erwin Zangerl. “Isso demonstra que os compromissos assumidos pela administração do grupo com a unidade foram, como temíamos, mera retórica. O futuro da Swarovski em Wattens é incerto.”
Segundo o jornal AKT, a Swarovski teria demitido cerca de 600 pessoas entre janeiro de 2023 e outubro de 2025 e cortado mais de 5 mil postos de trabalho desde 2007.
Além da redução de pessoal, “a maioria dos turnos noturnos” também será eliminada, de acordo com o comunicado. A unidade de Glashütte será uma exceção.
Além disso, o serviço de transporte próprio da empresa, que leva os funcionários de e para o trabalho, também será cancelado.



