
Com informações da GWI
48 seleções, três países-sede, 16 cidades e bilhões de fãs sintonizados em todos os cantos do planeta. A partir de 11 de junho, a atenção do mundo se concentrará em um ritmo unificador: o apito, o rugido da torcida e as histórias que se desenrolam dentro e fora de campo.
A Copa do Mundo é mais do que um torneio – é o sol no centro de um sistema solar cultural, com comércio, comunidade e criatividade em sua órbita. De bares a salas de estar, da Cidade do México a Vancouver, os fãs se reunirão de maneiras que transcendem o esporte, atraídos pela força gravitacional do maior palco do futebol.
Para as marcas, a escolha é clara: entrar nessa órbita ou ficar à deriva no espaço. Esta é a maior oportunidade de marketing da década. Analisamos as principais tendências que cercam a Copa do Mundo de 2026 e o que elas significam para as marcas prontas para aproveitar o momento:
Mídias sociais
O fanatismo esportivo nunca foi tão social (ou tão fragmentado). O ritual de sentar para assistir a uma partida inteira está dando lugar a um ciclo contínuo de vídeos, memes, reações e comentários. Hoje, 74% dos fãs de esportes usam as redes sociais para acompanhar ou assistir a esportes, o que os torna mais que o dobro propensos a fazer isso em comparação com a média das pessoas. Entre a Geração Z, 72% usam as redes sociais para esportes, e muitos transitam por cinco ou mais plataformas diariamente.
Essa mudança da cultura de conteúdo completo para a cultura de vídeos de melhores momentos está redefinindo o que significa “assistir”. 61% dos fãs de esportes agora consomem vídeos de melhores momentos; 35% assistiram a eles em dispositivos móveis na última semana. O resultado: uma geração que tem a mesma probabilidade de vivenciar a Copa do Mundo pelo celular quanto pela TV, com uma fluidez que envolve reagir aos gols em seus feeds enquanto estão a caminho de casa para assistir à partida.
Para as marcas, essa evolução redefine a presença. O “estádio” está se tornando mais algorítmico. Campanhas baseadas em posicionamento precisam evoluir para campanhas baseadas em participação. Para se manterem visíveis, as marcas precisam falar a linguagem do compartilhamento: vídeos curtos, reações dos fãs e momentos autênticos dos atletas que se propagam na velocidade da cultura. Em 2026, os comentários mais influentes podem não vir de especialistas, mas sim dos fãs, que compartilham suas próprias reações segundos após o apito final.
Viagens de experiência
Quando os fãs planejam suas viagens para a Copa do Mundo, eles não estão apenas comprando ingressos, estão criando memórias. De acordo com nossos dados, 53% dos fãs de esportes priorizam experiências em vez de bens materiais. Nos últimos 12 meses, 31% fizeram uma ou duas viagens internacionais, e os fãs de esportes têm 41% mais chances do que a média de se interessarem por viagens.
O formato triangular de 2026 (EUA, Canadá e México) estimula esse desejo de viajar. Os fãs não irão simplesmente assistir a uma partida – eles incluirão fins de semana na praia, escapadas urbanas e paradas culturais. Viagens de aventura têm grande apelo: 51% dos fãs de esportes preferem férias com ação ou aventura, e 65% curtem escapadas para resorts.
Assim, a jornada do fã se torna uma peregrinação. Para marcas de viagens, hotelaria e varejo, as fronteiras entre as categorias se confundem. A compra de um ingresso se torna um ponto de partida para um ecossistema de estilo de vida – desde companhias aéreas que oferecem milhas temáticas de uniformes até hotéis que criam experiências gastronômicas locais imersivas.
As motivações dos fãs também vão além: 45% afirmam que contribuir para a comunidade é importante e 35% priorizam o impacto ambiental. O torneio de 2026 é uma oportunidade para apresentar as viagens como experiências enriquecedoras e, ao mesmo tempo, éticas.
Estilo de vida saudável
O fã de esportes moderno está redefinindo o conceito de indulgência. Embora salgadinhos e cerveja continuem sendo as principais escolhas, agora dividem espaço com kombucha, snacks proteicos e alternativas sem álcool. 52% dos fãs de esportes se descrevem como preocupados com a saúde, mas 82% ainda compram salgadinhos mensalmente.
O que mudou foi a intenção. 17% dos fãs de esportes bebem cerveja sem álcool pelo menos uma vez por mês (31% acima da média), 67% compram alimentos saudáveis e 51% adquirem produtos orgânicos. Entre os fãs de esportes da Geração Z, 82% se identificam como entusiastas de saúde, fitness e beleza; eles também são 25% mais abertos a discutir saúde mental do que as gerações mais velhas.
Essa dualidade abre espaço para inovação. A próxima onda de experiências nos dias de jogos não se concentrará na abstinência, mas sim na otimização. Podemos ver festas para assistir aos jogos com bebidas funcionais, cardápios à base de plantas ou academias transmitindo partidas.
É provável também que os fãs usem dicas de saúde para se prepararem antes e depois de partidas regadas a álcool, como tomar suco de pera coreana para evitar a ressaca e, em seguida, repor as energias com eletrólitos para uma recuperação tranquila.
À medida que essa mentalidade se consolida, o conceito de “saúde” deixa de ser uma categoria e passa a ser um contexto. As marcas que integram o bem-estar ao universo dos fãs, como algo compartilhado, social e comemorativo, sairão vitoriosas.
O poder dos influenciadores
Se a mídia tradicional narra a partida, influenciadores e atletas ajudam a moldar a experiência. Hoje, 70% dos fãs de esportes seguem atletas ou times nas redes sociais e 24% descobrem marcas por meio de recomendações de influenciadores – o que os torna 52% mais propensos do que a média a comprar e usar esses produtos.
Mas os fãs também exigem credibilidade. 48% esperam autenticidade; 54% esperam responsabilidade social. Parcerias que parecem forçadas ou oportunistas não resistem à seção de comentários. Quando a conexão é genuína, as recompensas são enormes. Os fãs de esportes têm 42% mais probabilidade de comprar algo com prova social positiva – criando um ciclo de feedback onde a autenticidade alimenta o engajamento e o engajamento impulsiona a conversão.
Para as marcas, isso significa colaborar em vez de encomendar. Trata-se de permitir que atletas e criadores contem suas próprias histórias — e não encaixá-los em roteiros rígidos. Em 2026, os momentos de destaque das marcas podem não vir dos intervalos comerciais, mas sim dos próprios feeds dos atletas.



