
O Festival de Inverno de Campos do Jordão, considerado o mais tradicional evento de música clássica da América Latina, chega à 56ª edição com mais de 80 apresentações gratuitas entre os dias 4 de julho e 2 de agosto. A programação será realizada em seis espaços de Campos do Jordão e três da capital paulista, reunindo grandes nomes da música de concerto, montagens de ópera e atividades de formação para jovens músicos.
Na cidade da Serra da Mantiqueira, os concertos acontecerão no Auditório Claudio Santoro, Parque Capivari, Capela São Pedro Apóstolo, Espaço Cultural Dr. Além e, pela primeira vez, na Concha Acústica do Museu Felícia Leirner e no CARDE Museu. Em São Paulo, a programação será distribuída entre a Sala de Concertos da Sala São Paulo, a Estação Motiva Cultural e a Sala Eleazar de Carvalho, espaço que passa a integrar o festival nesta edição.
Um dos destaques da programação artística será a homenagem ao compositor Johannes Brahms, com a execução das quatro sinfonias, obras orquestrais e mais de 30 peças de música de câmara. O público também poderá assistir à montagem integral da ópera “A Flauta Mágica”, de Wolfgang Amadeus Mozart, apresentada no Auditório Claudio Santoro sob direção musical de Roberto Minczuk e direção cênica de Pablo Maritano.
Além da programação de concertos, o festival mantém seu tradicional Módulo Pedagógico, considerado a principal iniciativa de formação do evento. Nesta edição, serão concedidas 259 bolsas de estudo a jovens músicos brasileiros e estrangeiros, que participarão de aulas, ensaios, masterclasses e apresentações ao lado de professores convidados do Brasil e do exterior.

A principal novidade deste ano é a criação da Academia de Ópera, voltada à formação prática de cantores e instrumentistas especializados em repertório lírico. A iniciativa foi desenvolvida em sintonia com a montagem de A Flauta Mágica e busca ampliar as oportunidades de aperfeiçoamento profissional para jovens artistas. As apresentações da ópera ocorrerão nos dias 4, 5, 8, 9, 11 e 12 de julho, no Auditório Claudio Santoro.
Segundo o diretor artístico do festival, Roberto Minczuk, a proposta desta edição é aprofundar a experiência musical do público sem perder o compromisso com a formação de novos talentos. “O Brasil possui muitos talentos no canto lírico, mas ainda oferece poucas oportunidades para que esses artistas desenvolvam plenamente seu potencial. A criação da Academia de Ópera nasce justamente desse desejo de oferecer aos jovens cantores uma formação prática e intensiva dentro de um ambiente artístico de excelência”, afirma.
Veja a programação completa aqui.



