
A vida e a obra de Édith Piaf, uma das maiores vozes do século 20, chegam aos palcos no musical inédito “Piaf – Eu Não Me Arrependo“. Com dramaturgia de Newton Moreno e Alessandro Toller, direção de Sergio Módena e produção da Aventura, o espetáculo traz Laila Garin no papel da cantora francesa e percorre sua trajetória marcada por sucesso, perdas, amores e superação.
A montagem, que será apresentada no Teatro Bradesco, em SP, de 7 a 20 de agosto de 2026, acompanha Piaf desde a infância em meio à pobreza, passando pela descoberta nas ruas de Paris, o estrelato internacional, o envolvimento com a resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial e os desafios impostos pelos problemas de saúde e pelas tragédias pessoais.
Em cena, Laila interpreta clássicos como “La Vie en Rose”, “Hymne à l’Amour”, “Padam, Padam”, “Milord” e “Non, Je Ne Regrette Rien”, acompanhada por uma orquestra de nove músicos, sob direção musical de Claudia Elizeu, e um elenco de 16 atores.
Conhecida por viver Elis Regina em “Elis, A Musical“, Laila Garin celebra 30 anos de carreira e reencontra a produtora Aventura, responsável pelos dois espetáculos. Para Aniela Jordan, diretora artística da companhia, contar a história de Piaf é também celebrar a força de uma mulher que enfrentou adversidades sem renunciar às próprias escolhas. “É uma história sobre vencer o destino imposto, celebrar a solidariedade, a potência feminina e uma vida que jamais se arrependeu de existir”, resume.

Nascida em Paris, em 1915, Édith Piaf teve uma infância marcada pela pobreza e foi descoberta cantando nas ruas do bairro de Pigalle. Sob a orientação de Louis Leplée, ganhou o apelido de “La Môme Piaf” (“Pequeno Pardal”) e iniciou uma carreira que a transformaria em um dos maiores símbolos da música francesa. Ao longo da vida, viveu romances intensos, como o do pugilista Marcel Cerdan, cuja morte inspirou canções como “Hymne à l’Amour“, enfrentou acidentes graves, problemas de saúde e dependência química, mas jamais deixou de subir ao palco.
Mesmo debilitada, Piaf protagonizou apresentações históricas no Olympia de Paris e no Carnegie Hall, em Nova York. Em 1960, eternizou “Non, Je Ne Regrette Rien”, música que se tornou um símbolo de sua trajetória e inspira o título do espetáculo. A cantora morreu em 1963, aos 47 anos, deixando um legado que atravessa gerações e continua emocionando plateias ao redor do mundo.
Teatro Bradesco – Bourbon Shopping Săo Paulo – R. Palestra Itália, 500, 3° Piso, Perdizes, São Paulo, SP.



