
A Crazy Candy Circus é uma empresa com foco em alimentos para pessoas com restrições alimentares e para quem busca novas experiências de sabor. A marca surgiu a partir da trajetória da artista plástica Adriana Alfredo, que viveu 17 anos na Alemanha e visitou 39 países. “Cada viagem trouxe contato com costumes e culinárias diferentes, sempre em volta da mesa, com comida como ponto de encontro”, afirma.
A fundadora começou a investigar o próprio consumo após um período de problemas intestinais e de alergias. Ela relata idas frequentes ao banheiro, sucessivas investigações médicas e ausência de diagnóstico. “Durante anos ouvi que o problema era psicossomático. Na época quase não se falava em intolerância ao glúten ou síndrome do intestino irritável”, diz.
A virada ocorreu em 2018, em Nova York, quando iniciou tratamento com a acupunturista dra. Chen. “Ao final do tratamento eu estava bem, mas não encontrava produtos com segurança, nutrição e sabor ao mesmo tempo”, conta.

Foi nesse contexto que Adriana começou a criar receitas próprias, o que resultou na Crazy Candy Circus. O conceito central da marca é “Estranhamente Gostoso”, expressão inspirada em reações de conhecidos. “Eu usava cardamomo, zimbro, cumaru. Muitas pessoas diziam ‘é estranho, mas é gostoso, me dá mais um’ ou ‘não sei o que estou comendo, mas é bom'”, relata.
O portfólio atual tem três linhas: Crazy, Frenzy e Biscrazy. A Crazy reúne doces com oleaginosas e frutas secas, em porções de cerca de 14 gramas. A Frenzy trabalha com snacks finos de castanha de caju, linhaça, farinha de arroz e sal do Himalaia, indicados para consumo puro ou com pastas. A Biscrazy oferece biscoitos de coco, tâmaras, farinha de arroz e leite de coco, com dulçor de frutas secas. “Meu foco é prazer ao comer. Primeiro penso na experiência, depois nos insumos e só então na técnica”, explica Adriana.
A produção ocorre em unidade própria, com protocolos para controle de alergênicos. A empresa passou um ano em preparação interna com consultoria da Qualinut e realiza análises para glúten e soja. “Nossos resultados ficaram abaixo de 5 ppm para glúten e abaixo de 2,5 ppm para soja, patamares que dão segurança para o consumo”, afirma. Segundo ela, a escolha de fornecedores e o controle de insumos são desafios constantes.

Adriana define a atuação da Crazy Candy Circus com base em três eixos: nutrição, segurança e prazer, que levam a um quarto ponto, a sociabilidade. “Quero que pessoas com e sem restrições dividam a mesma mesa e o mesmo produto”, diz. “Faço produtos que qualquer pessoa quer consumir, não só quem tem restrição.”
A marca planeja novas linhas ainda neste ano e mantém ponto de venda na rua Oscar Freire, em São Paulo.



