
Nívea Maria e Regiane Alves dividem o palco pela primeira vez em “Querida Mamãe“, espetáculo que estreia no dia 7 de agosto no Teatro Renaissance, em São Paulo. Com texto de Maria Adelaide Amaral e direção de Pedro Neschling, a montagem leva à cena um dos maiores sucessos da dramaturga para discutir os conflitos entre mãe e filha, revelando como amor, afeto, preconceitos e silêncios podem marcar uma família por gerações. A temporada acontece de 7 de agosto a 4 de outubro, com sessões às sextas-feiras, às 21h30, sábados, às 19h, e domingos, às 17h.
Inspirado na relação de Maria Adelaide Amaral com a própria mãe, o espetáculo acompanha o reencontro de Ruth (Nívea Maria) e Helô (Regiane Alves), duas mulheres separadas por visões de mundo distintas. Enquanto a mãe carrega valores conservadores moldados pelas dificuldades da vida, a filha luta para viver com mais liberdade e autonomia, inclusive na maneira de amar. Em um apartamento cercado por lembranças, ressentimentos e afetos mal resolvidos, as duas transformam um reencontro em um intenso acerto de contas.
Premiado com os principais reconhecimentos do teatro brasileiro [entre eles Molière, Shell e Mambembe, além de APCA, Apetesp, Ziembinski e Governador do Estado de São Paulo], o texto reafirma uma das principais marcas de Maria Adelaide Amaral: a criação de personagens femininas complexas, fortes e profundamente humanas. Ao explorar as dores e contradições da maternidade, a autora constrói uma história que ultrapassa a experiência particular e dialoga com diferentes gerações.
A montagem também simboliza o encontro de duas atrizes que já interpretaram personagens do universo de Maria Adelaide Amaral na televisão e agora se encontram pela primeira vez no palco.

Para Regiane Alves, a parceria com Nívea Maria representa uma realização profissional. Já Nívea destaca que a força da peça está na capacidade de refletir as múltiplas experiências femininas, reunindo maternidade, preconceitos, acolhimento e aceitação em uma mesma narrativa.
À frente da direção, Neschling acredita que a riqueza do texto faz com que cada apresentação seja única. Para ele, “Querida Mamãe” também dialoga diretamente com o momento atual ao ampliar o debate sobre o papel da mulher, liberdade, respeito e as transformações das relações familiares.
Mais do que contar a história de uma mãe e uma filha, “Querida Mamãe” convida o público a revisitar memórias, reconhecer feridas e refletir sobre os vínculos que persistem mesmo quando a comunicação falha. Entre amor, dor, repressão, desejo e tentativas de reconciliação, o espetáculo transforma uma história íntima em um retrato sensível e universal das relações familiares.



