
Dez anos, 17 coleções e um universo criativo que vai da Lua ao Sertão. Andrea Colli chega à primeira década de sua marca mostrando que, quando o assunto é joalheria, olhar para trás também pode ser uma maneira de desenhar o futuro.
Ao longo desse período, a designer buscou inspiração no céu, na natureza, na geometria, no inconsciente e na cultura brasileira. Dessa mistura nasceram coleções como “Olhos”, “Ondina”, “Lua”, “Saturno”, “Luminescência”, “Buleria”, “Lunares”, “Serendipity”, “Chi”, “Zodíaco”, “Júpiter”, “Feminino”, “Disney”, “Electro”, “Torus”, “Sertão” e “Os 4 Elementos”.
A lista é extensa, mas está longe de funcionar como uma simples linha do tempo. Revisitadas agora, as coleções revelam conexões, símbolos recorrentes e ideias que atravessam diferentes fases da marca. Em vez de desaparecerem para dar lugar à novidade da temporada, as peças continuam circulando, ganhando outros significados e encontrando novas mulheres.
No centro dessa história está o ateliê. O primeiro endereço funcionava quase como um laboratório particular, onde Andrea acompanhava de perto o desenvolvimento das joias e mantinha contato direto com as clientes. Com a mudança para uma casa na Rua Iramaia, em São Paulo, esse universo ganhou mais espaço, e o processo criativo também passou a fazer parte da experiência.
É ali que desenhos, referências e materiais deixam os bastidores e ajudam a contar a história de cada peça. Mais do que uma loja, o ateliê funciona como uma porta de entrada para o imaginário da designer.
A celebração dos dez anos também marca a retomada de uma das vertentes mais pessoais da Andrea Colli: a joalheria sob medida. Nesse processo, a cliente não chega apenas com um pedido, mas com memórias, desejos, referências e partes de sua própria trajetória.
“Quando faço uma peça sob medida, preciso entrar no universo daquela mulher e materializar algo que fale com a alma dela. No fundo, para uma joia nos encantar e elevar nossa frequência, ela precisa se comunicar com a nossa alma”, afirma Andrea.
É justamente essa dimensão pessoal que costura a primeira década da marca. Mais do que contabilizar coleções ou revisitar sucessos, Andrea Colli celebra as histórias que transformaram suas joias em objetos afetivos, feitos para permanecer muito além de uma temporada.



