
A Escola Fundação Itaú anuncia o lançamento do curso gratuito “Mulher, Roupa e Poder” ultrapassa o universo da estética para questionar o que as roupas comunicam quando uma mulher ocupa espaços de visibilidade e autoridade. Voltado para profissionais, pesquisadores, pesquisadoras e pessoas interessadas nas relações entre gênero, poder e cultura material, a formação observa a dinâmica social e política do que se veste, na qual entram em jogo expectativas de gênero, pertencimento, hierarquias e diferentes formas de percepção da autoridade.
O curso é coordenado e apresentado pela pesquisadora em gênero e consultora estratégica de consumo feminino Thais Farage. É dividido em quatro módulos, que reúnem oito episódios em áudio, construídos a partir de conversas com convidadas especialistas. Os participantes também têm acesso a um e-book, que apresenta e articula os principais temas discutidos, e quatro infográficos.
No primeiro módulo, intitulado Roupa, poder e cultura material, a antropóloga Heloisa Buarque de Almeida, professora da Universidade de São Paulo (USP), trata do vestir como linguagem social e cultural. A conversa desloca a roupa do campo do gosto individual para analisar seus significados, relações com hierarquias e seu papel na construção de códigos que orientam a percepção sobre corpos e seus papéis de gênero.
A escritora, jornalista e professora Bianca Santana, por sua vez, conduz o segundo módulo, Roupa, poder e gênero, que discute como raça, classe e gênero interferem na maneira como diferentes mulheres são percebidas em espaços de poder. A partir da experiência das mulheres negras no Brasil, a discussão aborda o vestuário como possibilidade de negociação, autoproteção, resistência e afirmação política.
Em Roupa e poder em ambientes tradicionalmente masculinos, que é o terceiro módulo, a figurinista Luana de Sá analisa os conflitos enfrentados por mulheres que atuam em espaços historicamente associados à presença e à autoridade masculinas. Entre os temas discutidos estão a construção da imagem profissional, a relação entre feminilidade e assertividade e o papel de elementos visuais na percepção de autoridade.
Por fim, Roupa, poder e conservadorismo, com a cientista política Carô Evangelista, investiga o corpo feminino como território de disputas entre política, religião e comportamento. A conversa trata, entre outros temas, da chamada moda modesta, da diversidade das mulheres conservadoras e das formas pelas quais a roupa pode atuar tanto na manutenção de normas quanto como estratégia de proteção e resistência.
Curso autoformativo Mulher, roupa e poder
Modalidade: livre
Formato: autoformativo
Carga horária: 4 horas
Certificação: emissão de certificado ao final do curso, de acordo com o regulamento da Escola Fundação Itaú
Disponível na plataforma da Escola Fundação Itaú



