
Entre setembro e dezembro de 2025, Walério Araújo esteve imerso em uma experiência singular: participar da décima sétima edição do reality show “A Fazenda”. O estilista saiu do programa em quinto lugar, atravessando praticamente todo o período de confinamento, o que considera uma vitória de resistência mental.
O processo de criação da coleção que Walério desfilou nesta segunda-feira (12.10), em São Paulo, funcionou como válvula de escape para a vivência psicológica do reality e lhe permitiu voltar-se para aspectos de sua personalidade e essência.
A apresentação é dividida em três blocos. O primeiro traduz o desafio de lidar com as emoções em um contexto de competitividade, exposição e disputa, em que elas são constantemente levadas ao limite. Ele é inteiramente composto por looks brancos, cor que remete à neblina que encobria a casa onde se gravava o programa, na fria Itapecerica da Serra. Walério trabalha a camisaria com dimensões amplas e aqui o destaque é a chemise de três mangas longas, que evoca de forma bem humorada uma camisa de força, além dos adereços criados por impressão 3D de mãos sobre os olhos, os ouvidos ou a boca: os momentos em que Walério teve que conter suas reações durante o confinamento.
Mas os momentos de celebração no jogo também deixaram sua marca. O segundo bloco do desfile, de peças em preto e dourado, representa a chegada de Walério ao top 10 do programa.
O terceiro bloco é todo feito em jeans e é composto pelas referências mais claras ao cenário rural do programa. A peça que o originou é um macacão em denim feito por Walério durante o reality a partir de uma calça e uma camisa com esse material e que, para o desfile, recebeu bordados de pedrarias e plumas, marca registrada mais forte do criador.
Walério também leva à passarela parcerias criativas nos acessórios, calçados e detalhes especiais. O designer de calçados maranhense Cláudio Carvalho é com quem Walério cocria o modelo de bota do desfile, coberto de rebites coloridos em tons lilás, caramelo e verde, além de preto e branco.
As bolsas em tressê e cordas e os lenços estampados, que aparecem como acessórios nas bolsas ou soltos, compõem uma collab de Walério com a designer recifense Joana Moura.
O estilista retoma a cocriação com o Atelier Masí nas peças manuais feitas em ponto tipo casa-de-abelha, e também conta com as peças de Kayka (Kuhra) que elabora bolsas feitas de teclados de computadores, o que remete à presença forte dos realities na internet.
As joias usadas para compor os looks do desfile são da marca Joielle. Veja mais na galeria:


