
Quem nunca sonhou em ter o cabelo perfeito no verão? Ainda mais com a chegada da estação e, com ela, o sol, o calor, piscinas e praias. Com toda essa combinação, os fios precisam de uma atenção especial para mantê-los saudáveis e, claro, bonitos.
Com a subida das temperaturas, a frequência das lavagens tende a aumentar por conta do suor, por exemplo. Mesmo assim, tudo depende de cada um e não existe um número certo ou errado de lavagens por semana. A influenciadora Duda Guerra comenta que lava os cabelos cinco vezes por semana: “Como treino e faço cardio todos os dias, gosto de manter o cabelo limpinho. Aplico shampoo na raiz e condicionador no comprimento e nas pontas”.
Na verdade, mais importante do que acertar a frequência das lavagens, é acertar a forma como isso acontece. Uma boa higienização leva em conta o couro cabeludo e toma o cuidado de evitar a formação de resíduos.
Odila Martins, cabeleireira e terapeuta capilar, explica que tudo deve começar pelo próprio couro cabeludo, uma vez que ele acumula mais oleosidade e resíduos. Logo, o shampoo vai na raíz do cabelo molhado e, em seguida, é massageado delicadamente com as pontas dos dedos. Finalmente, o enxágue deve ser cuidadoso para eliminar o produto completamente e evitando a água muito quente para não ressecar.
Por outro lado, o frizz e a perda de brilho são outras duas questões que aparecem com frequência nas rotinas de cuidados com o cabelo. Ambos surgem com mudanças químicas na superfície dos fios, seja por causa do calor, atrito ou procedimentos químicos. Ou seja, o frizz pode sim aparecer até mesmo nos cabelos mais bem cuidados. Pensando em evitar o uso de fontes de calor para modelar os cabelos, Gabriela Sobral encontrou outras formas de fazer o mesmo: “Quase sempre durmo com meias para finalizar o cabelo. Na franja, uso um rolinho e, no comprimento e nas pontas, as meias”.
Michelle Vianna, fisioterapeuta dermatofuncional e tricologista, esclarece que o brilho depende da forma como a luz reflete no cabelo. Por isso, em casos em que a cutícula está áspera ou desalinhada, o cabelo ganha um aspecto mais fosco ou opaco. Com isso em mente, Michelle aconselha a uso de shampoo e condicionador adequados para cada tipo de cabelo, combinados com a redução da aplicação de calor. “Óleos e séruns ajudam na aparência, mas não recuperam permanentemente um fio danificado”. completa.
No contexto do verão, com altas temperaturas, água do mar e cloro das piscinas, o ressecamento surge como um grande problema. Mas, existem algumas estratégias para combatê-lo. A cabeleireira Rose Alves afirma que existe a possibilidade de trabalhar a hidratação e a nutrição de forma preventiva, basta preparar o cabelo antes da exposição ao ressecamento. Como é o caso de Mafé Peccin, que aposta na hidratação caseira com máscara capilar uma vez por semana e na aplicação de óleo capilar antes de dormir.
Por fim, no dia a dia, a dica é evitar penteados que provoquem tração excessiva. Se usados com muita frequência e em longos períodos de tempo, eles podem acabar levando à alopecia por tração e a quebra dos fios. Portanto, vale a pena prestar atenção na força usada na hora de prender os cabelos, seja em rabos de cavalo ou em coques.
Depois de conhecer a alopécia por tração, Mafé repensou sua maneira de prender os fios: “Hoje, gosto de usar leave-in ou creme hidratante para alinhar o cabelo, em vez de depender tanto do gel. Depois,aplico só um pouquinho de fixador para finalizar”. Da mesma maneira, Malu Rodrigues opta por coques altos, rabos de cavalo semi presos e scrunchies de cetim que mantém a franja solta. Tudo isso para evitar tensionar demais o cabelo.
Porém, Rose destaca que cada tipo de cabelo se comporta de maneira diferente.“Um cabelo natural, um colorido e um descolorido têm necessidades diferentes. Por isso, o cronograma deve considerar a condição dos fios, sem exagerar nos tratamentos”, diz. Tatyana Braga, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, também parte desse ponto de vista e defende os cuidados personalizados. Ela explica: “Em vez de focar na agressão para gerar renovação, a prioridade passa a ser nutrir, bioestimular e regenerar”.



