
Iniciado nesta quarta-feira (20.08), o 7º Festival Nordestesse traz doze marcas nordestinas à Pinga Store, em São Paulo. Em seleção apurada, elas vêm dos estados da Bahia, Alagoas, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Os itens ficam expostos nas araras da loja até o dia 05.09.
Entre diversas abordagens criativas, como bordados, estampas, patchwork e até labirintos, os designers presentes no line up do festival dão um show de tradição, moda artesanal e produção primorosa. De origens diversas, eles têm histórias para lá de interessantes e compartilham um pouco delas por meio de suas criações. Passamos pela loja para conferi-las de perto e podemos confessar: já queremos todas!
Abaixo, o time do CHNews escolheu cinco marcas que são destaques na curadoria do festival. Fique por dentro!
Adriana Meira

Na marca homônima de Adriana Meira, natural de Brumado, no sertão da Bahia, ela revela sua força pelo trabalho com patchworks de tecido e camurça em linho, jeans e algodão. Adriana adorna caftãs, jaquetas e vestidos com figuras como santos, orixás e imagens abstratas, entre outros.
Alina Amaral

Marca slow fashion de Alagoas, Alina Amaral conta histórias através de suas roupas, que vêm em edições limitadas. Em sua mais nova coleção-cápsula, “Linhas do Inconsciente”, ela homenageia os 120 anos do nascimento de Nise da Silveira, maior voz da luta antimanicomial no Brasil. O linho branco é a matéria-estrela desta série, e as peças com ele confeccionadas são bordadas por um time de 20 bordadeiras de ONG da periferia de Maceió que reúne mulheres em situação de vulnerabilidade econômica.
Cearensy

A Cearensy nasceu durante o período pandêmico, quando Synara Leal, diretora criativa, iniciou customização de bolsas de madeira. Foi, porém, na utilização do crochê para reproduzir sua inspiração na alta-costura que a marca encontrou seu caminho. Ela trabalha junto a crocheteiras de regiões de conhecida maestria na técnica, como os municípios cearenses de Novas Russas, Aracati e Jaguaribe.
Jô de Paula

Jô de Paula tem currículo extenso. Do Rio de Janeiro para o Ceará, ela estudou moda no FIT, em Nova York, e trabalhou com marcas como Maria Bonita, Cantão e Animale. Foi também uma das sócias-fundadoras da Catarina Mina e assinou figurinos de teatro e cinema. Na sua label própria, o holofote é colocado sobre linho, algodão orgânico, cambraia e seda, bordados à mão por artesãs cearenses. Entre elas, labirinteiras e rendeiras de filé.
Oco Club

Também do Ceará, a Oco Club tem pegada urbana e agênero. Com seu norte de inspiração apontado para Fortaleza, ela mistura estéticas praiana e da cidade. Nas suas peças, que atraem os olhos do público masculino, o streetwear conversa com a alfaiataria de linho e tecidos naturais.



