
Sucesso entre os adolescentes nos anos 1990 e 2000, a Abercrombie & Fitch vê uma retomada inédita nas vendas, com o segundo ano consecutivo de receita na casa dos dois dígitos. É a primeira vez em mais de uma década que isso acontece na marca.
A empresa, que também é dona da Hollister, espera que as vendas subam 10% este ano em relação a 2023 – número que é quase o dobro da previsão anterior, e vem seguido de 16% de aumento no ano passado.
A oferta agora é mais voltada para um público jovem adulto, com opções de festa, incluindo linha de casamento, e peças apropriadas para o ambiente de trabalho. Depois de inúmeras polêmicas por falta de diversidade, a marca também passou a oferecer um número maior de tamanhos.

Em 2006, o então diretor executivo Mike Jeffries afirmou que “muitas pessoas não pertencem” na Abercrombie. Em 2004, a marca pagou US$ 50 milhões em um acordo por denúncias de que as práticas de contratação da empresa eram discriminatórias contra minorias e mulheres.
Desde 2014, com a saída de Jeffries, a companhia tem buscado se reinventar, fazendo suas ações dispararem. No início de 2019, cada uma valia US$ 25, e agora já chegam a mais de US$ 189.
Segundo especialistas, além das novas políticas de diversidade e mudanças de posicionamento, a marca conseguiu reinventar suas peças e surfar na onda da nostalgia dos anos 1990, mas não apenas fazendo uma repetição do que funcionava na década. Agora, a aposta tem sido mais minimalista, com roupas com menos logos do que antes, por exemplo.



