
Saí da casa da minha família, no Paraná, aos 17 anos para vir morar em São Paulo. Vivi em muitas repúblicas, dividi apartamentos, mas, mimada que sou, sempre tive meu próprio quarto. Tendo isso em mente, dá para entender o porquê eu nunca ter ido a um motel na vida, já que minha privacidade era sagrada.
Aos 46 anos, recebi uma proposta inusitada: conhecer uma das suítes do motel Lush, em São Paulo, para um pernoite. Fiquei com aquela sensação de tensão ao fazer uma coisa pela primeira vez, mas resolvi seguir em frente e fui, em plena terça-feira!
Chegando lá, guardamos o carro (sim, fui acompanhada) e subimos por uma escada íngreme até o aposento. No caminho já estava imaginando me deparar com uma suíte bem cafona, cheia de espelhos e cama redonda. Mas me enganei completamente: o Lush tem uma pegada bem diferente do que costumamos esperar de um motel.

Entrando no quarto, à direita, fica a área externa, que é um verdadeiro parque de diversões adulto. Uma piscina bem funda e quentinha é lazer garantido por horas de mergulho (dá para nadar nu, coisa que também fiz pela primeira vez). Ao lado dela fica a hidromassagem, que dá para aproveitar bastante em dois. Tudo coberto por um teto retrátil.

E também tem a sauna úmida para quem curte esse tipo de atividade relaxante.
Já à esquerda fica o quarto em si. Uma cama king size ao centro é aquele convite para curtir muito durante a noite toda. O quarto tem ainda um miniarmário para as roupas não amassarem, um frigobar e uma adega climatizada com várias opções de rótulos.
A iluminação da suíte merece um parágrafo à parte, por ser muito bem elaborada. Por meio de controles é possível criar vários tipos de climinhas, desde o mais iluminado ao mais sexy escurinho.

Jantamos uma caprichada tábua de frios e, de manhã, pedimos o brunch – extremamente bem servido, com pães quentinhos, frios, ovos, cogumelos e muito mais.
E se eu transei? Oras, isso não é da sua conta!



