
O Jazz na Kombi completa 11 anos e comemora em grande estilo: com 24 horas ininterruptas de jazz ao vivo, das 18h do sábado, 24 de maio, até as 18h do domingo, 25 de maio, em plena Virada Cultural de São Paulo. O palco será na Barão de Itapetininga, no centro da cidade. O acesso será gratuito.
O projeto, criado em 2014, idealizado pelo poeta e produtor cultural Giovani Baffô, com a produtora Caru Laet e o poeta Thiago Calle, nasceu com a missão de resgatar as origens do jazz – música negra, periférica, viva – e devolvê-la ao povo, promovendo festivais e encontros musicais nas ruas de São Paulo.
“Realizamos nossa primeira ação em frente às escadarias da praça Roosevelt, de onde o público pôde contemplar diversas edições do Menor Festival de Jazz do Mundo. Colocar o jazz na rua é invadir o cotidiano cativo da população, é promover o primeiro contato com essa forma de arte que foi tão elitizada. É jogar uma semente no asfalto da mente”, destaca Calle.

Na Virada Cultural 2025, o Jazz na Kombi promove uma verdadeira maratona musical com bandas autorais, improviso, fusões com ritmos brasileiros, hip hop e blues. Levando à cena músicos e bandas que fazem parte da história do projeto, estão confirmados nomes como Bocato Quinteto, Izzy Gordon Quinteto, Vinicius Chagas Trio e Sintia Piccin Quinteto. Também acontecem formações que se apresentam pela primeira vez no Jazz na Kombi, mas são compostas por músicos que já tocaram inúmeras vezes nos eventos e, desta vez, trazem propostas inéditas – como Gabriel Gaiardo Trio e Eliezer Inácio Quarteto. Os DJs Hilton Hits e b comandam os intervalos com discotecagem de vinil durante todo o evento.
“O Jazz na Kombi sempre agregou muita gente, fizemos muitos amigos e muita coisa legal na cidade. Fazer 24 horas de jazz na Virada é um sonho antigo, fico imaginando que venha uma galera do público que frequentava os festivais desde os primórdios”, diz Laet.
Além da celebração musical, o evento reforça o poder da arte na ocupação dos espaços públicos e a importância da descentralização cultural. Ao longo de 11 anos, quase uma centena de bandas passaram pela Kombi, gerando conexões artísticas, afetivas e políticas.
“Estamos trazendo música instrumental de alto nível para o público em geral, principalmente para o cidadão comum que dificilmente tem acesso ao jazz nas programações de TV ou nas rádios FM”, finaliza Baffô.



