
Com informações da Reuters
Funcionários da grife Gucci na Itália estão ameaçando entrar em greve, acusando a marca de propriedade da Kering de negar-lhes um bônus social, informaram sindicatos italianos nesta terça-feira (05.08).
Cerca de mil funcionários do varejo e da logística em toda a Itália declararam “estado de agitação”, disseram os sindicatos, o que pode levar a greves.
Os sindicatos Filcams Cgil, Fisascat Cisl e Uiltucs afirmaram em um comunicado conjunto que podem anunciar uma possível ação em um momento posterior.
A Gucci não respondeu imediatamente a um pedido de comentário enviado por e-mail.
Os sindicatos afirmaram que a Gucci já havia garantido o pagamento de um bônus de bem-estar para 2025, conforme estabelecido em um acordo para o período de 2022 a 2024. Eles alegam que esse acordo permanece válido na ausência de um novo acordo.
No entanto, a Gucci agora quer vincular o pagamento do bem-estar a uma revisão mais ampla dos programas de incentivo para o período de 2022 a 2024, disseram os sindicatos, rejeitando a proposta por considerá-la inaceitável.
“A empresa (…) apenas desperdiçou um tempo precioso, ridicularizando os trabalhadores que se dedicam diariamente às lojas e esperam, e continuam esperando, pelo pagamento do bem-estar”, afirmaram em seu comunicado.
A Gucci, sediada em Florença, é a marca estrela da Kering, mas tem enfrentado dificuldades com a queda nas vendas nos últimos anos, arrastando para o fundo todo o conglomerado de luxo francês, que agora deposita suas esperanças de recuperação no novo CEO, Luca de Meo.



