
1946 Christian Dior abre as portas e em 47 o New Look
1957 Yves Saint Laurent explora volumes
1960 Marc Bohan assume o comando por 29 anos
1989 Gianfranco Ferré inicia a primeira era franco-italiana da maison
1996 a rebeldia, dramatização e subversão de John Galliano recoloca a Dior no centro das atenções
2011 a rápida passagem de Bill Gaytten
2012 o minimalismo esportivo de Raf Simons gera furor
2015 a dupla Serge Ruffieux and Lucie Meier encaram o desafio
2016 a primeira diretora criativa Maria Grazia Chiuri e seu olhar empoderado, comercial e cool
Toda essa cronologia para chegarmos hoje, 1º de outubro de 2025, e a primeira coleção feminina de Jonathan Anderson para a Dior.
Estamos na temporada das estreias de diretores criativos nas marcas, a dança das cadeiras nunca foi tão noticiada, a última vez que houveram tantas estreias assim foi em 1997 – pré-redes sociais. Com isso o impacto hoje toma proporções globais muito rápido.
Então, para se manter acesa a chama da curiosidade ou em termos de internet – manter o engajamento – spoilers ao longo dos eventos de tapete vermelho que antecederam a data de hoje já traziam migalhas do que foi o banquete apresentado.
Matou a fome da crítica, deu água na boca dos clientes e o melhor: fez engasgar quem estava esperando um début morno ou sem sal. Teve não só sal, mas pimenta, história, respeito, legado, referências, conceito, lúdico, comercial, handmade, tecnologia, modernidade e, principalmente, teve JW.

A esperteza do diretor irlandês foi decodificar em símbolos os marcos da casa francesa, que são de fácil e rápido reconhecimento: o New Look, o vestido Junon, os casacos trapézio de Yves, as cabeças de Galliano, os tecidos high-tech de Raf, as minissaias de Grazia, e tantas outras referências ao passado que então foram recodificadas, atualizadas, misturadas e executadas a perfeição pelo ateliê de quase 80 anos.
Essas reinterpretações/criações tiram uma parcela do passado e recoloca no presente o já visto só que New, quase como se o desejo de ver a atual a evolução tecnológica nas mãos dos designers anteriores e o que eles teriam feito de ainda mais genial, quais barreiras eles iriam quebrar, quantas outras técnicas manuais e tradicionais eles conseguiriam somar. A mente de Anderson deixou bem claro o passado e futuro estarão sempre de mãos dadas e nós aqui seguimos vendo e revendo cada new look, new corte, new camada, new volume completamente maravilhados.
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