
Localizada no Bixiga, em São Paulo, a Casa de Acervo.Oficina reúne mais de 3 mil itens do Teatro Oficina, incluindo figurinos, adereços e objetos usados em montagens históricas como “Hamlet” (1993), “Cacilda!” (1998), “Os Sertões” (2002), “O Rei da Vela” (2017) e “Roda Viva” (2019). Criado em 2023, o espaço funciona a menos de 1 km da sede projetada por Lina Bo Bardi e Edson Elito e vem se consolidando como núcleo de memória e pesquisa da companhia fundada por José Celso Martinez Corrêa (1937–2023).
Com apoio do edital ProAC 38/2024, a Casa executa o Plano de Preservação e Catalogação do Acervo, que vai até março de 2026. O projeto se organiza em três frentes: preservação têxtil, com oficinas ministradas pela restauradora Cláudia Nunes; catalogação digital dos figurinos pela plataforma Tainacan; e adequação da infraestrutura da casa, com medidas de segurança e sustentabilidade. Parte das peças segue em uso em novas produções, reforçando o caráter de “patrimônio vivo” do acervo.
Além da preservação física, está prevista a difusão da memória oral da companhia por meio de entrevistas audiovisuais e de um canal no YouTube. No Instagram (@casadeacervo.oficina), o público acompanha bastidores e peças históricas.
A diretora-geral Elisete Jeremias destaca o caráter coletivo da iniciativa, apoiada por artistas da Cia. Uzyna Uzona e técnicos que, há três décadas, mantêm a memória do grupo. “Preservar esses figurinos é preservar um pedaço da identidade cultural e histórica do teatro brasileiro”, afirma.
Participe também da manutenção do Espaço Casa de Acervo do Teatro Oficina, por meio da chave Pix: [email protected].













