
Nos dias 12 e 13 de dezembro, Cassio Scapin celebra 40 anos de carreira com a estreia de “Noel Rosa, O Malandro Erudito”, um pocket show com roteiro de Cássio Junqueira no Teatro da Pinacoteca, em São Paulo, um espaço raro para apresentações cênicas.
O trabalho marca os 115 anos de Noel Rosa, que seriam completados em 12 de dezembro, revisitando a vida e a produção do compositor que redefiniu o samba e registrou as contradições do país. Entre os 19 e 26 anos, Noel compôs mais de 300 músicas, entre elas “Com Que Roupa”, “Conversa de Botequim”, “Último Desejo”, “Feitiço da Vila” e “Filosofia”.
Scapin explica que o ponto de partida do show é a palavra, a poesia que antecede a melodia, para destacar a força literária e a atualidade do compositor.
“Noel foi poeta antes de ser músico. A obra nasce das letras, que revelam um olhar sobre o Brasil que ainda fala muito com o presente”, diz o ator.

No palco, quatro músicos, sob direção musical de Jefferson Rodrigues, acompanham Scapin em um espetáculo de uma hora e 15 minutos que cruza humor, memória e reflexões sobre o papel da arte na vida social.
“A arte permite circulação, deslocamento, algo que o samba abriu para Noel. O Brasil de hoje ainda dialoga com o Brasil de Noel, e isso amplia a força do que ele escreveu”, afirma Scapin.
Com quatro décadas de trajetória no teatro e na TV, o ator também tem dedicado parte do tempo a palestras e encontros em que comenta passagem do tempo, carreira longa e os desafios de manter o corpo e a criação em movimento aos 60 anos. Nessas conversas, aborda ainda o etarismo e a arte como ferramenta de afirmação e transformação.
Com direção musical que organiza a narrativa pelas letras de Noel, o espetáculo reúne crônicas e sambas em formato de show cênico que aproxima o público do humor e da visão crítica do compositor.
Teatro da Pinacoteca – Praça da Luz, 2, Luz, São Paulo, SP.



