
Após estrear em Salvador, o encontro entre a percussionista Lan Lanh e o violinista Mário Soares chega ao Rio de Janeiro com o show “Lan Lanh e Mário Soares num axé pra Lua”. O espetáculo terá duas apresentações gratuitas nos dias 23 e 24 de janeiro, às 18h, no Teatro Nelson Rodrigues, na Caixa Cultural RJ.
A programação começa antes, no dia 21 de janeiro, com a oficina gratuita Ritmos Afro-Brasileiros para Percussões e Cordas Friccionadas, ministrada pelos próprios artistas e aberta ao público.
Criado a partir do diálogo entre percussão e violino, o espetáculo propõe uma travessia sonora que conecta a ancestralidade africana, o Nordeste brasileiro e a pulsação urbana da Bahia. A proposta rompe fronteiras entre instrumentos e linguagens tradicionalmente associadas a universos distintos, criando um encontro baseado na escuta, no afeto e na liberdade criativa.
No Rio de Janeiro, o show ganha novas canções, arranjos inéditos e improvisos ampliados, pensados especialmente para a temporada carioca. O repertório mantém como eixo a homenagem a Luiz Gonzaga e Luiz Caldas, referências fundamentais da música nordestina e baiana, cujas obras dialogam entre tradição e inovação.
A apresentação conta com a participação especial de Márcia Short, uma das vozes mais emblemáticas da música baiana e referência da Banda Mel, ampliando a potência do repertório que transita entre axé, baião, ijexá e afro-samba.
Completam a formação Ruan de Souza, no violão, músico da Orquestra Afrosinfônica, e o baixista Dadi Carvalho, integrante histórico dos Novos Baianos e de A Cor do Som, reforçando o encontro entre diferentes gerações da música brasileira.
O espetáculo tem como eixo o legado da Mãe África, reverenciado desde a abertura, com canções como “Canto de Xangô”, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, e “Batuque nas Águas”, de Naná Vasconcelos. Ao longo da apresentação, o violino transita entre referências da rabeca, da guitarra baiana e do universo orquestral, em diálogo direto com atabaques, berimbaus, pandeiros e outros instrumentos de percussão.
No encerramento, a proposta é transformar a Caixa Cultural em uma grande celebração coletiva, com referências ao trio elétrico de Dodô & Osmar, frevos e a atmosfera das festas de rua baianas.
Caixa Cultural RJ – Av. República do Paraguai, 230, Centro, São Paulo, SP.



