
Sabemos dos desafios de assumir uma casa como a Gucci, nome proeminente e que dita moda por décadas, ainda mais quando a mesma casa precisa de uma nova decoração podemos dizer, pois há a necessidade de expansão, de gerar novos interesses, tem uma geração Z em peso clamando por novos impactos.
E Demna, após o sucesso na Balenciaga, apresentou hoje sua visão para a Gucci inverno 2026. Não se apegue ao clima ao ver o desfile, pois se dissessem que era resort ou alto verão, entenderíamos igualmente.
Genérica, desesperada por atenção, sem personalidade e que beira a vulgaridade ainda cabe em 2026? As pessoas que de fato consomem o luxo hoje querem uma roupa que poderia estar facilmente em qualquer loja de departamento ou mesmo em sites questionáveis?
Esta indagação genuína deste que vos escreve, se dá a falta de ineditismo na coleção, o excesso de lycra e elastano nos tecidos, no desejo extremo de margear o mais colado possível o corpo retirado do universo funcional fitness, impossibilita vislumbrar outro desejo que não da silhueta construída nas academias.
O culto ao corpo, deveras batido historicamente na arte, e que já foi disruptivo na moda Tom Ford, hoje com a maior compreensão feminista, a liberdade de fato de ser quem é, a soberania da democracia aplicada na prática, deixa a coleção apenas apelativa.
Vai vender, números irão subir, Demna seguirá sendo um dos nomes mais relevantes da moda desta década, mas o gosto é de que falta ainda equilibrar os pesos. Na Gucci, Tom já foi este libertário; Michelle foi o exagerado; Frida e Sabato os equilibrados; e Demna terá a grande tarefa de não ser apenas o vendável.
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