
Existe uma maturidade quando se decide vestir um YSL. Precisa-se abraçar de poder, confiança, determinação, elegância e uma pitada generosa de sensualidade. Não diferente para esta coleção de inverno 2026, Anthony Vaccarello nos convida a enxergar com filtro sépia a dualidade mais iconográfica da maison francesa.
O masculino e feminino – que caminham juntos diariamente no vestir-se cotidiano das mulheres – já foi um dia revolucionário, questionável e, por que não, criticado quando o fundador da marca ousou propor, e essa audácia é uma fonte inesgotável para que a marca siga relevante na moda e nas listas de mais vendidas no mundo.
Ternos pretos de ombros avantajados sem camisaria por baixo, em construção impecável, vezes de abotoamento duplo ou simples desenhando a silhueta abrem a coleção, no styling com clutches tão duras e geométricas como os looks por si só.
Na sequência, a paixão tanto de Yves como de Vaccarello pela nudez artística faz das propostas de cocktail dresses de renda ou dos conjuntos de blusas ou bodies com saias lápis, um respiro ultrafeminino e sexy sem deixar de ser potente e forte.
Ao colocar essas dualidades como transparência e opaco, duro e fluido, revelador e coberto, pesado e leve, em tanta evidência sinaliza o desejo de uma coleção mais promissora nas araras, com ideias, propostas e soluções para todos os momentos de sua clientela.
Ninguém está aquém da crise eminente e inteligentes são os que conseguem fazer dela uma limonada, sem deixar transparecer.
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