
A Amazônia ganha protagonismo em uma nova ocupação que mistura arte, tecnologia e narrativa. Idealizado pelo Amazônia Mapping, festival criado em Belém (PA), o projeto “Amazônia Imersiva” propõe uma virada de olhar: sair dos estereótipos para afirmar uma produção artística contemporânea, conectada ao território e às suas próprias tecnologias. A exposição acontece na Casa das 11 Janelas.
A experiência é dividida em três espaços. O principal reúne uma instalação audiovisual imersiva com obras de artistas como Ailton Krenak, Jaider Esbell e Glicéria Tupinambá, acompanhadas por uma trilha que atravessa ritmos amazônicos, música indígena e experimentações eletrônicas. O ambiente também recebe apresentações ao vivo que cruzam som e imagem, com nomes como Aíla, Djuena Tikuna e o grupo peruano Dengue Dengue Dengue.
Na Sala Manifesta, o foco é o pensamento: frases, vozes e obras que ajudam a construir o imaginário amazônico contemporâneo, além de uma experiência em realidade virtual com trabalhos do acervo do projeto.
Já o terceiro espaço amplia a ideia de tecnologia. Em vez do foco no digital, entram em cena saberes ancestrais [da medicina da floresta às práticas de cultivo] apresentados como sistemas de conhecimento e inovação.
A ocupação ainda inclui colaborações internacionais, conectando artistas amazônicos a criadores escoceses em um intercâmbio que resulta em um espetáculo inédito de música e imagem.
Casa das 11 Janelas – Rua Siqueira Mendes, Cidade Velha, Belém, PA.



