
O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) abre, em 18 de abril de 2026, a exposição “Rubem Valentim: a ordem do sensível”. A mostra é dedicada ao artista baiano Rubem Valentim e foi desenvolvida em colaboração com o Museu de Arte Moderna da Bahia. A exposição reúne cerca de 180 obras de coleções públicas e privadas e ocupa o Salão Monumental do museu. A curadoria é de Raquel Barreto e Phelipe Rezende.
Com pinturas, relevos e esculturas, a mostra apresenta a produção do artista ao longo de mais de quatro décadas. As obras articulam geometria, cor e sistemas simbólicos de matrizes culturais brasileiras, com destaque para referências afro-brasileiras e indígenas.

Segundo a curadoria, a produção de Valentim se organiza como um sistema em desenvolvimento, baseado na repetição, variação e síntese de elementos formais e simbólicos.
A exposição está dividida em núcleos que acompanham a trajetória do artista em diferentes cidades. O percurso começa em Salvador, passa pelo Rio de Janeiro, onde o artista desenvolve uma linguagem construtiva, segue por Roma, onde aprofunda a organização vertical dos elementos, e chega a Brasília, onde amplia sua produção para o campo tridimensional e desenvolve o Alfabeto Kitônico. Nos anos finais, entre Brasília e São Paulo, consolida sua linguagem.

O percurso termina com a instalação “Templo de Oxalá”, apresentada originalmente na 14ª Bienal de São Paulo, em 1977. A obra reúne estruturas dispostas no espaço e sintetiza os principais aspectos de sua produção.

Nascido em Salvador, em 1922, Valentim iniciou sua trajetória nos anos 1940. Participou de exposições no Brasil e no exterior e integrou a delegação brasileira no Primeiro Festival Mundial de Artes Negras, em Dacar, em 1966. A relação do artista com o MAM Rio remonta às décadas de 1960 e 1970, quando participou de exposições coletivas e realizou, em 1970, a individual “31 objetos emblemáticos e relevos-emblemas”.
MAM Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85, Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ.



