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Lia Paris une música francesa e estética performática em shows no Brasil

por Ligia Kas
19/05/2026
Tempo De Leitura: 4 minutos de leitura
Lia Paris – Foto: Debby Gram/Divulgação

Radicada na França há dois anos, a cantora, compositora e artista multimídia Lia Paris retorna ao Brasil para apresentar a turnê “Vive La Chanson”, projeto que mergulha no universo da canção francesa sem abandonar a estética onírica e performática que marca sua trajetória. A série de shows começa no dia 23 de maio, em Belo Horizonte, na Casa Outono, segue para o Rio de Janeiro, no Blue Note Rio, e se encerra em São Paulo, no Blue Note SP, no dia 18 de junho, com duas sessões. Entre releituras de clássicos de Édith Piaf, Serge Gainsbourg e artistas contemporâneos como Zaz e Bárbara Pravi, Lia transforma o palco em um espaço de interpretação emocional, onde voz, memória e atmosfera se encontram.

“Hoje o que mais me fascina é poder dar voz e viver outras emoções, como uma atriz faz quando dá vida a personagens”, conta. Diferentemente de seu repertório autoral [que ela define como “fotografias musicais” da própria vida], o novo espetáculo permite experimentar outras narrativas e registros vocais. “É um projeto que me faz estudar e evoluir como artista.” A escolha das músicas, segundo ela, nasce sempre da conexão afetiva. “As canções que mais falam comigo são as que consigo interpretar com mais verdade.”

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Lia Paris – Foto: Debby Gram/Divulgação

A relação de Lia com a arte começou cedo, ainda no circo, primeira paixão estética da artista. “O universo onírico, as cores, a pureza e a simplicidade dessa arte me encantavam.” Não por acaso, seus shows e videoclipes carregam até hoje uma dimensão visual forte, marcada por figurinos, narrativas surrealistas e uma construção imagética cinematográfica. Formada em moda e habituada a transitar entre música, vídeo, performance e instalações, ela vê a criação de forma sinestésica. “Procuro traduzir em imagens o universo da música e a mensagem que ela quer passar.”

Apesar disso, em “Vive La Chanson” ela decidiu seguir por outro caminho. “Escolhi deixá-lo minimalista. A voz e a música são as grandes protagonistas.” Para Lia, interpretar canções tão icônicas exige respeito aos universos já existentes dessas obras. O contraste também ajuda a diferenciar o projeto francês de sua carreira autoral, marcada por produções visuais mais elaboradas.

A turnê também ganha diferentes formatos em cada cidade. Em Belo Horizonte, o show acontece em versão voz e piano ao lado do instrumentista e arranjador chileno Samuka Cartes. No Rio, Lia divide o palco com o pianista Hanser Ferrer, sobrinho-neto de Ibrahim Ferrer, do Buena Vista Social Club. Já em São Paulo, o espetáculo ganha formação em trio com Hanser Ferrer no piano e Zeli Silva no contrabaixo acústico.

Independente desde o início da carreira, Lia costuma assumir a direção artística dos próprios trabalhos, uma prática que nasceu tanto da necessidade quanto da vontade de materializar ideias sem depender de grandes estruturas. “Sempre inventei, criei e produzi sozinha”, afirma. Ainda assim, valoriza profundamente os processos colaborativos e descreve alguns deles como experiências quase catárticas. “Quando todas as partes estão ali em prol do que é melhor para a arte, algo muito original acontece.”

Lia Paris – Foto: Debby Gram/Divulgação

Essa busca por autenticidade atravessa toda sua trajetória. Do álbum “Multiverso” [co-produzido por ela e lançado após uma série de apresentações internacionais] até os projetos mais acústicos e experimentais, Lia construiu uma carreira distante das fórmulas rápidas do mercado. “É quase insustentável”, admite, ao falar sobre manter um trabalho autoral em tempos de consumo acelerado. “Mas nada me faria mais feliz na vida do que ser fiel à minha verdade.”

Entre as muitas apresentações marcantes da carreira, uma permanece especialmente viva em sua memória: a abertura do show da banda Ladytron, em Londres, para mais de 2 mil pessoas. “Era um público que não estava ali para me ver, e a maioria das minhas músicas eram em português”, relembra. Nervosa, decidiu apresentar cada faixa antes de cantá-la. O resultado foi inesperado. “Aquela multidão ficou em silêncio tentando entender as letras, olhando com atenção. Ali tive certeza de que a música não tem barreiras.”

Por trás da estética sofisticada e das apresentações internacionais, Lia também fala com honestidade sobre os desafios de sustentar uma carreira independente e conceitual no cenário atual da música. “É quase insustentável”, admite, entre risos. “É difícil se manter fiel ao que acredita em um cenário tão precário.” Ainda assim, a artista vê na autenticidade sua principal força criativa. “Não conseguiria apresentar algo que não sinto por dentro, que não me faz vibrar.”

Agora, enquanto se prepara para voltar ao estúdio ao lado de Daniel Hunt, integrante do Ladytron e produtor de seu EP “Lua Vermelha”, Lia vê o novo momento como continuidade natural de uma trajetória guiada pela experimentação. “Pretendo continuar estudando e aperfeiçoando minha voz, minha interpretação e composição”, diz. “Sinto que é isso que está me chamando no momento – e vou mergulhar de cabeça”, finaliza.

Tags: belo horizontecircoclássicosdiscointerpretaqçãolia parismúsica contemporâneamúsica francesaperformáticariosão paulo
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