
Quem nunca passou por isso? Pintar as unhas apenas para o esmalte começar a descascar em alguns poucos dias. Por mais que esta situação seja muito comum, ela não deixa de ser frustrante, especialmente para quem tem o costume de pintar as unhas em casa. Durante as atividades do dia a dia e dependendo do estilo de vida de cada um, o esmalte pode durar menos. Atividades como artesanatos, cozinhar, lavar louça, tocar instrumentos ou praticar esportes aquáticos, prejudicam a durabilidade do esmalte.
Mas, nem tudo está perdido. Alguns passos podem ajudar a esmaltação a durar por mais tempo. Aqui nós separamos alguns dos principais erros que todo mundo comete e que fazem o esmalte durar menos, junto das soluções para esses problemas.
Preparação
Tudo começa com a preparação das unhas. Já que elas são o alicerce da esmaltação, as unhas precisam ser uma boa superfície onde o esmalte possa aderir. Qualquer interferência como manutenção das cutículas, lixar ou cortar as unhas, precisa acontecer antes de qualquer esmalte sequer tocar as unhas. Dessa forma, o resultado final não é afetado por outros cuidados com as unhas que podem acabar acelerando a descamação da cor.
Outro passo importante na preparação e comumente deixado de lado é a higienização das unhas. Um pouco de acetona, ou até mesmo álcool, remove resíduos de esmaltações anteriores, óleos produzidos pelo corpo, assim como detritos que podem ficar presos nas unhas. Feito isso, elas ficam limpas e prontas para começarem a receber o esmalte.
Pintura
Concluída a preparação, antes de qualquer cor, a próxima etapa é a base coat. No mercado há incontáveis opções de bases, cada uma com a sua proposta diferente. Desde bases fortalecedoras a niveladoras, é preciso escolher o tipo certo: aquelas que criam uma superfície aderente para o esmalte. Além disso, as bases também ajudam a prevenir contra manchas causadas pelos pigmentos ao criar uma camada protetora sobre a unha.
Agora sim é a vez das cores. E aqui a pressa certamente é inimiga da perfeição. Ao invés de fazer camadas grossas para que a cor atinja a opacidade mais depressa, é mais interessante trabalhar com demãos mais finas e uniformes que constroem a cor de forma gradual. Camadas mais grossas não apenas fazem com que toda a esmaltação demore mais para secar, como também podem secar de maneira desigual e afetar a durabilidade.
Tão importante quanto fazer camadas finas e uniformes, é dar tempo o suficiente para que cada uma delas seque antes da próxima aplicação. Com isso, o tempo de secagem total da esmaltação diminui, o que impede que as camadas sejam danificadas enquanto terminam de secar.
Ao pintar as unhas, é natural que os borrados aconteçam. Mas, por mais que seja possível deixá-los secar para remover no final do processo, limpá-los assim que acontecem garante que todo o esmalte está fixo nas unhas, o que diminui a chance do esmalte se soltar depois.
Mas, talvez o erro mais grave seja deixar de pintar a borda livre das unhas, já que essa é a parte que mais entra em contato com as superfícies do dia a dia. E isso serve duas funções ao mesmo tempo: impedir aquele desgaste que começa pela ponta da unha e reduzir a absorção de água, que também faz com que o esmalte dure menos. Vale ressaltar que a melhor prática é fazer isso em todas as camadas, incluindo a base e o finalizador.
Falando em finalizador, ele é mais frequentemente chamado de “top coat”. Ele não é essencial apenas para a aparência da esmaltação, dando o seu característico brilho envernizado, ele também previne contra arranhões e lascas.
No dia a dia
Já que deixar de usar as mãos completamente é inviável, proteger as unhas quando for possível é uma boa estratégia. Por exemplo, usar luvas de borracha para lavar a louça e evitar usar as unhas como ferramentas evitam desgastes desnecessários.
Finalmente, depois de alguns dias usando a mesma esmaltação, pode ser necessário reaplicar a top coat. Além de esconder algum arranhão que possa ter aparecido, ele restaura o brilho e ajuda o esmalte a durar ainda mais tempo contra lascas e rachaduras.


