
A Dior dá o start na nossa cobertura da semana de moda de Paris. Para o verão 2027, Jonathan Anderson segue no discurso sobre a perfeição, a exatidão das coisas, o ser simétrico inalcançável. Na natureza tudo é perfeito, mas nada é replicável exatamente igual: nenhuma flor, nenhuma pérola, nenhuma gota de chuva, tudo é único.
Pode parecer meio óbvio, mas, se pensarmos no mercado de luxo, é justamente o savoir-faire, a expertise de cada artesão que proporciona a singularidade ao produto e, consequentemente, mesmo em grandes proporções, cada mão que toca em cada peça garante sua exclusividade e, com isso, aumenta o status e o valor final, que nem sempre é somente o vil e monetário, mas o seu valor emocional.
As camadas, volumes e ondas continuam, porém agora menos infladas: as transparências se destacam em estampas aquareladas nas leves organzas. O styling reforça as assimetrias, com golas abertas e fechadas, brincos em uma só orelha, o desalinho proposital e apressado nos abotoamentos, e as franjas e fitas dando movimentos irregulares e dessincronizados.
Destaque para a versatilidade nos pés: desde sapatos de solado de borracha, quase como saídos das prateleiras dos amantes de trilhas e rafting, como também as hiperfemininas sandálias de tiras finas com libélulas e delicadas flores nos dedos, bem como a já clássica opção com o nome da maison em metal na frente.
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