
Já se olhou no espelho e pensou: “que delícia estou hoje”? Pois Haider Ackermann para a Tom Ford quer todos se amando, que seus reflexos sejam de pura luxúria, de desejos pecaminosos, de más intenções, um deleite total, ui!
O clima esquentou neste desfile que encerra o segundo dia da semana de moda de Paris, com uma trilha de gemidos envolventes, ritmados na passada dos modelos que, desordenados e independentes, posavam para os espelhos da cenografia para aquele “double check” que certifica o já sabido: é sexy na medida certa.
Óbvio que a marca tem em seu pilar central essa liberdade sexual que, através dos tecidos e modelagens, ganha vida e cobre o corpo no mínimo necessário. A alfaiataria clássica cobre apenas tops pontudos que enfeitiçam o olhar de imediato, enquanto as transparências criam um certo ar de mistério compatível com os reflexos dos espelhos. Afinal, será mesmo que tudo é o que se apresenta e parece?
A objetividade fica pela geometria dos acessórios, estes sim concretos e sem dar margem para dúvidas: clutches e pastas em retângulos perfeitos e pulseiras quadradas. As formas mais arredondadas ficam para o próprio corpo, que revela nádegas esféricas aparentes pelo corte asa delta fio-dental de bodies, hot pants, calcinhas e, sim, até mesmo em sungas.
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