
No último verão no hemisfério norte, Daniel Roseberry apagou seus aplicativos de redes sociais e saiu dirigindo pela Costa Leste dos Estados Unidos. Desde que retornou a Paris, o estilista americano vem treinando para a Maratona de Nova York.
Era possível sentir esse estado de fluxo prolongado em sua coleção de verão 2027 para a Schiaparelli, que resgatou o básico com peças avulsas combináveis em uma paleta monocromática.
Maggie Maurer, musa da maison, abriu o desfile com um vestido estilo smoking usado ao contrário, sutilmente redesenhado com uma estrutura interna que criava uma silhueta de ampulheta. Um body apresentava um decote extremamente profundo, enquanto babados esculturais emolduravam as costas nuas de um clássico vestido preto curto.
Em contraste com aquelas silhuetas de linhas precisas, havia uma leveza nas camisas de smoking amplas com plastrões de cetim moldado e no top de tecido elástico drapeado em jersey laminado – peças que podiam compor um visual mais sofisticado com saia ou mais casual com calça preta.
A Schiaparelli é vendida em apenas algumas poucas lojas ao redor do mundo, mantendo assim uma relação direta com sua clientela.
“Ela é o conceito. Tudo gira em torno dela”, disse Roseberry nos bastidores. “O que apresentamos é o que produzimos, é o que ela compra, é o que ela veste. Não existe uma coleção comercial.”
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