
A Ammi apresenta a coleção “Forma Viva” no São Paulo Fashion Week, marcando sua estreia no evento. A grife, criada em 2018, leva à passarela uma pesquisa sobre as formas do corpo e da natureza, com referências a conchas, raízes, corais, flores e folhas. Em agosto, a grife realizou seu primeiro desfile em Saint-Tropez, na França.
O crochê feito à mão orienta a construção das peças. A coleção combina a técnica com rendas e tecidos costurados e aplicados manualmente. Bordados, pedrarias, franjas, babados e camadas acrescentam textura e volume, enquanto as modelagens acompanham a silhueta. Segundo a fundadora e diretora criativa, Amanda Felisberto, o processo artesanal está ligado à investigação de estrutura, equilíbrio e transformação.
A pesquisa também aborda referências vitorianas e vestimentas do período colonial brasileiro. A marca retoma esses códigos a partir de uma perspectiva própria, com elementos da flora brasileira interpretados por meio de técnicas artesanais. A paleta, antes concentrada em tons neutros, passa a incluir azuis, corais, dourados e terrosos, inspirados pelo mar, pela vida marinha e pelo pôr do sol.
A apresentação marca ainda a entrada da Ammi no segmento de calçados. Os modelos foram criados para acompanhar a coleção e recebem bordados e acabamentos feitos à mão. A joalheria do desfile foi desenvolvida em parceria com a artista Roban, que produziu brincos em cerâmica fria com formas ligadas a corais, pétalas e superfícies minerais.
A produção das peças de crochê é feita no ateliê da marca por uma equipe de 300 artesãs. Cada peça é confeccionada sem máquinas e leva ao menos duas semanas. A Ammi também prepara a abertura da Casa da Ammi, sua primeira loja física, na rua Oscar Freire, em São Paulo.
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