
A C&A publicou seu primeiro Relatório de Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade, referente a 2025. Elaborado voluntariamente de acordo com as normas IFRS S1 e S2, aprovadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o documento apresenta os impactos financeiros, riscos e oportunidades associados à agenda climática da companhia.
Segundo o relatório, iniciativas sustentáveis tiveram impacto positivo de R$ 45,7 milhões no lucro líquido da varejista em 2025. Desse total, R$ 41,7 milhões vieram de projetos de reformas e expansão com menor impacto ambiental, enquanto R$ 4 milhões foram atribuídos à otimização operacional, incluindo a integração omnicanal e o redesenho da malha logística.
Nas lojas, as medidas envolvem o uso de energia renovável, sistemas de climatização mais eficientes, redução do consumo de recursos e reaproveitamento de ativos entre unidades. A empresa afirma que essas iniciativas também diminuem perdas e tornam os custos mais previsíveis.
“O relatório é o retrato da maturidade que alcançamos nesse período. Ele mostra o quanto a sustentabilidade está conectada ao nosso negócio”, afirma Laurence Beltrão Gomes, vice-presidente de administração, finanças e relações com investidores da C&A.
O documento também identifica riscos relacionados às mudanças climáticas, como temperaturas atípicas, eventos extremos, problemas na distribuição logística e impactos na rede de fornecedores. Para reduzir os efeitos sobre as vendas e os estoques, a companhia diz adotar testes de produtos em pequena escala, monitoramento climático e transferência de peças entre regiões.
Entre as metas para 2030, a C&A pretende reduzir em 42% as emissões absolutas dos escopos 1, 2 e 3. O objetivo foi aprovado em maio de 2025 pela Science Based Targets initiative.
Atualmente, 72,2% das principais matérias-primas utilizadas pela empresa são consideradas de origem mais sustentável, diante da meta de 80%. A companhia informa ainda que 95% da energia consumida vem de fontes renováveis.
Na área social, a varejista superou antecipadamente dois compromissos: mulheres representam 64% dos cargos de liderança a partir da gerência, ante a meta de 60%, enquanto pessoas negras e indígenas ocupam 31% dessas posições, acima do objetivo de 30%.
Desde 2024, indicadores ambientais, sociais e de governança também integram o cálculo da remuneração variável da diretoria executiva e das principais lideranças.



