
A Chanel vai às compras: a grife francesa revelou, nesta quinta-feira (02.07), que adquiriu a totalidade da tradicional camisaria Charvet, consolidando uma relação que remonta à fundadora Gabrielle “Coco” Chanel, que costumava comprar camisas da Charvet para seu amante, Arthur “Boy” Capel.
Os termos financeiros do negócio não foram divulgados.
A Chanel e a Charvet estreitaram laços desde que o diretor artístico Matthieu Blazy resgatou o vínculo histórico entre ambas, ao convidar a cultuada camisaria para produzir três camisas de algodão com abotoamento frontal e modelagem oversize para sua coleção de estreia na Chanel, em outubro passado.
Com o peso da icônica corrente da Chanel na barra, elas estavam entre as peças-chave da coleção de verão 2026 e foram usadas por celebridades como Nicole Kidman, Jessie Buckley e Jacob Elordi.
Bruno Pavlovsky, presidente da divisão de moda e presidente da Chanel, afirma que Blazy estabeleceu uma conexão imediata com os irmãos Anne-Marie e Jean-Claude Colban, que administram a Charvet – empresa adquirida pelo pai deles na década de 1960 -, preparando o terreno para uma aproximação duradoura.
“Decidimos nos unir”, diz Pavlovsky ao “WWD”. “A Chanel é uma maison voltada principalmente para o público feminino, embora tenhamos uma clientela masculina crescente, enquanto a Charvet é uma maison voltada principalmente para o público masculino, embora atraia cada vez mais mulheres. Isso faz parte da nossa lenda e da nossa narrativa. Achamos que fazia sentido garantir o futuro da Charvet com a Chanel”, acrescenta.



