
Após ser alvo de escrutínio público por mais de dois anos e julgada em um tribunal de Milão, Chiara Ferragni foi absolvida nesta quarta-feira (14.01) dos casos “Pandoro Gate” e “Easter Eggs” pelo juiz Ilio Mannucci Pacini.
Em novembro, os promotores pediram uma pena de 20 meses de prisão para a influenciadora digital, seguida pelo pedido de absolvição feito pelos advogados de Ferragni durante a audiência de 19 de dezembro.
Como noticiado, em dezembro de 2023, a autoridade italiana de defesa da concorrência, AGCM, anunciou a aplicação de uma multa de mais de 1 milhão de euros a Ferragni, após constatar que ela teria enganado consumidores ao se associar à fabricante italiana de doces Balocco em 2022 no projeto beneficente “Natal Rosa”.
Segundo a AGCM, os consumidores foram enganados ao acreditarem que, ao comprarem um bolo de Natal da marca Ferragni, o pandoro (uma alternativa ao panetone), estariam contribuindo para uma instituição de caridade que apoiava um hospital infantil.
De acordo com o órgão regulador, Balocco fez um pagamento de 50.000 euros ao hospital meses antes do lançamento do pandoro Ferragni, e as vendas do produto, que era vendido pelo dobro do preço normal, não tiveram qualquer impacto na doação. Além disso, a AGCM revelou que Ferragni teria recebido 1 milhão de euros pela iniciativa, mas que não fez nenhuma doação pessoal ao hospital.
Ferragni também foi julgada por uma iniciativa semelhante envolvendo ovos de Páscoa com a Dolci Preziosi e foi absolvida também neste caso.
Seus advogados, Giuseppe Iannaccone e Marcello Bana, negaram que tenha havido um caso de furto qualificado, que incluiria fraude e estelionato.
Ferragni já pagou 3,4 milhões de euros em multas e doações para instituições de caridade, incluindo o hospital pediátrico Regina Margherita, em Turim, originalmente o beneficiário da iniciativa beneficente.



