
Com a chegada do inverno chegam também a baixa umidade e o frio, assim como hábitos que adotamos para combatê-los. Mas, alguns deles podem acabar danificando a pele durante o inverno. Com isso, ela passa a exibir sinais como ressecamento, descamação, aspereza, sensação de repuxamento e aumento da sensibilidade. A doutora Vanessa Perusso, médica dermatologista parceira da Labotrat, aponta alguns dos principais “vilões” dessa época do ano, assim como formas de proteger a pele.
A médica começa explicando que há um comprometimento da barreira de proteção da pele, o que favorece a perda de água. “Por isso, é importante combinar uma limpeza suave, hidratação adequada e ativos que contribuam para a proteção e a recuperação da pele”, afirma. E seu recado vale especialmente para aqueles que que já apresentam tendência ao ressecamento ou à sensibilidade.
Falando em ativos, a dermatologista comenta sobre uréia e ácido hialurônico que ajudam a pele a reter água, reduzindo seu ressecamento. Além disso, ela também menciona alantoína e esqualano para diminuir a sensação de aspereza, e D-Pantenol, Niamicida e Ceramidas com sua ação calmante e reparadora.
Os ventos frios, tão característicos do inverno, têm grandes chances de prejudicar a pele de áreas mais expostas do corpo, ainda mais se essa exposição for constante. Regiões como lábios e mãos podem ficar ressecados e apresentar sensibilidade e fissuras nessa época do ano. Por conta disso, Vanessa aconselha reforçar a proteção dessas partes do corpo, aliada ao uso de hidratantes para criar uma camada protetora sobre a pele, reduzir a perda de água e gerar mais conforto.
Acompanhando os ventos frios, o inverno também traz a baixa umidade do ar, o que facilita a evaporação de água das camadas mais superficiais da pele. Por causa disso, surgem sintomas como sensação de repuxamento, a aspereza e a descamação. De acordo com a médica, a principal estratégia de combate também é a adoção de hidratantes, tanto os emolientes quanto os umectantes. Sendo que os emolientes são aqueles que deixam a pele mais macia e suave e os umectantes aqueles que “puxam” a água do ar e a prendem na pele.
“Nem sempre a sensação de pele ‘muito limpa’ significa que a limpeza foi adequada”, Vanessa comenta. Logo, ela dá preferência a produtos de limpeza suave que removem impurezas da pele sem causar o seu ressecamento, especialmente para aqueles que já possuem pele seca ou sensível. Dessa forma, é possível garantir a higiene da pele, ao mesmo tempo em que a barreira cutânea segue protegida.
Outra dica que a médica oferece é aplicar hidratante após o banho, enquanto a pele ainda está levemente úmida. A presença dessa água, em conjunto com o uso de hidratantes, ajuda a repor um pouco da umidade perdida com o frio. E essa dica vale ainda mais após banhos quentes, quando a pele tende a perder água pela evaporação.
Por fim, Vanessa recomenda evitar a exposição prolongada a aquecedores térmicos que, por mais que sejam tentadores no inverno, reduzem ainda mais a umidade de ambientes fechados. E, assim como ela já havia apontado, a baixa umidade do ar desencadeia uma série de problemas na pele. Mas não é preciso abandonar os aquecedores de vez. A doutora só orienta manter a hidratação corporal, não passar tempo demais exposto ao ar quente e adotar medidas que melhorem a umidade do ambiente.



