
A Sicília é o lugar que Stefano Gabbana e Domenico Dolce nunca deixam para trás. A cultura de sua terra natal está presente em cada coleção apresentada pela Dolce & Gabbana. Muito antes de “identidade de marca” se tornar um termo comum, a dupla já havia construído um império em torno da sua. Sua devoção à iconografia siciliana é mais do que um exercício de branding: é a base do próprio negócio, como observou o recém-nomeado co-CEO Stefano Cantino durante uma coletiva de imprensa.
A empresa está agora em um momento crucial de sua evolução. Com o crescimento do mercado de luxo desacelerando e a participação de mercado cada vez mais disputada por rivais de peso, alguma reestruturação e recalibração são inevitáveis. O desafio não é mais descobrir o que é Dolce & Gabbana, mas provar que um senso de identidade claro (e uma compreensão profunda dos clientes da marca) continua sendo uma vantagem competitiva.
“Férias Sicilianas”, título do desfile de moda masculina de verão 2027, ofereceu uma ilustração perfeita dessa proposta. Fundamentada na alfaiataria de ombros largos e presença marcante, marca registrada da Dolce & Gabbana, a coleção retornou a um território que a grife já domina há tempos: a decoração sem rodeios.
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