
A exposição “Olhar a Floresta, Ver a Floresta”, que abre dia 18 de novembro na Danielian Galeria, apresenta cerca de 40 obras de 25 artistas, produzidas entre o século 19 e a atualidade. A mostra parte da relação entre a experiência direta da floresta e as imagens produzidas sobre ela ao longo do tempo.
A curadoria de Ivo Mesquita organiza o percurso em três núcleos. O primeiro aborda a chegada dos viajantes-naturalistas europeus ao Brasil, quando pinturas e desenhos passaram a registrar a floresta como território a ser estudado. Obras de Nicolau Facchinetti, Henri Nicolas Vinet e Friedrich Hagedorn representam esse período. Também integram esse segmento Sebastião Salgado e Lucas Arruda, que dialogam com essa tradição visual.
O segundo núcleo trata da transformação da floresta em paisagem produtiva. O tema aparece em representações de fazendas, queimadas, áreas de extração, expansões urbanas e jardins domésticos. A mata surge incorporada ao cotidiano. Estão incluídos trabalhos de Georg Grimm, Eliseu Visconti, Miguel Bakun, Portinari, Pedro Paulo Leal, Helio Melo, Ozias, além de fotografias de Augusto Malta, Lalo de Almeida e Luiz Braga.

O núcleo contemporâneo reúne obras que revisitam e questionam esse imaginário. O conjunto inclui esculturas, pinturas, fotografias e uma instalação inédita de Ana Luísa Dias Batista. Participam também Frans Krajcberg, Marilá Dardot, Elaine Pessoa, Leda Catunda, Rochele Costi, Fernando Limberger, Gabriela Albergaria, Alejandro Lloret e Detanico&Lain. As obras exploram a floresta como construção simbólica atravessada por tecnologia, memória e transformações ambientais.
A exposição não busca interpretações conclusivas. Segundo Mesquita, propõe um espaço de pausa para que o visitante observe as imagens e reflita sobre modos de ver a floresta hoje.
Danielian Galeria – Rua Estados Unidos, 2.114 , Jardim Paulista, São Paulo, SP.



