
Com dez anos de carreira celebrando a essência feminina por meio da fotografia, Gabriel Farhat se consolida como um nome versátil da nova geração criativa. Ator por formação, o fotógrafo e empreendedor fluminense une direção artística, moda, conteúdo digital e brasilidade em uma trajetória marcada por autenticidade, conexões e olhar apurado.
Criador do Farraiá – hoje considerado o maior arraiá do interior do Rio – e fundador da Sacada Conteúdo, Farhat também atua como palestrante e influenciador digital, sempre apostando em um posicionamento genuíno e múltiplo. Para ele, arte e empreendedorismo caminham juntos, e é na interseção entre sensibilidade e estratégia que ele constrói sua presença no mercado.
Farhat descobriu a fotografia quase por acaso – mas talvez fosse inevitável. Após quase uma década de dedicação às artes cênicas, ele encontrou na câmera um novo palco para seu olhar sensível e narrativo. “A fotografia surgiu como uma extensão da minha visão artística. Foi a maneira mais natural de expressar tudo o que eu via e sentia sobre as pessoas e o mundo.”
Desde os primeiros cliques com amigas influenciadoras e blogueiras da região, Farhat não apenas desenvolveu uma estética própria, como também consolidou um modelo de trabalho centrado na escuta e na troca. “Gosto de criar vínculo com quem fotografo. Ter afinidade antes do ensaio muda tudo. Quero entender quem é aquela pessoa, o que ela acredita, o que quer comunicar. É isso que faz a imagem ser única.”
Esse cuidado se refletiu em um portfólio estrelado, com nomes como Paolla Oliveira, Cris Viana, Glória Pires e Ana Furtado. Os convites, segundo ele, surgiram de forma orgânica: fruto de networking ativo, presença constante nos bastidores da produção e uma reputação que se espalha pelo boca a boca entre os próprios artistas. “Eu me coloco em movimento. Me apresento, estou nos lugares certos, compartilho o que faço. E as conexões vêm.”
Entre os trabalhos mais desafiadores, Farhat cita os ensaios com Paolla Oliveira no Carnaval. “Era tudo muito corrido. Tinha minutos para fotografar, editar e entregar em um ambiente caótico, com pressão. Mas também foi um divisor de águas. Trabalhar com artistas que têm tanta clareza sobre si mesmos me fez crescer como profissional.”
Com o amadurecimento da carreira, Farhat expandiu seu escopo. Criou a Sacada Conteúdo, empresa especializada em estratégia digital, e se tornou referência na construção de imagem para marcas e personalidades. Sua atuação, hoje, abrange direção criativa, criação de campanhas, palestras e presença nas redes como influenciador. “Sou um profissional 360°. Um cliente pode me contratar por uma foto e acabar fechando uma estratégia completa de comunicação.”

Leia a seguir o papo que Farhat teve com o CHNews.
Quando e como você descobriu a fotografia na sua vida? Olha, eu sou ator por formação. Estudei artes cênicas durante nove anos, sou ator de formação. Então, a fotografia partiu da arte. Acho que a arte é realmente o caminho da minha vida. Eu descobri a fotografia a partir do meu olhar artístico para a vida. Acho que a forma que eu mais consigo expressar a minha arte é fotografando o meu olhar. Então, acho que começou das artes cênicas.
E quais foram as primeiras experiências profissionais com a câmera? O que você fez logo de cara?
Eu logo fiz moda, comecei fazendo moda, fotografando regionalmente, mesmo amigas influenciadoras, amigas blogueiras. Este ano eu estou fazendo dez anos de carreira. Então são dez anos contando histórias lindas através da fotografia. Minha paixão na fotografia é clicar mulheres. Eu gosto de fotografar pessoas, especificamente mulheres, na moda. E é um olhar que eu tenho. Consigo muito unir a parte criativa com a moda. A coisa que eu mais amo é falar sobre a essência dessas mulheres paralelo à moda. É algo que eu curto bastante.
Você teve algum mentor, alguma inspiração marcante no começo da sua carreira na fotografia?
Eu fiz alguns cursos de fotografia, admiro muitos fotógrafos que me inspiram, que eu amo demais, mas uma pessoa específica, não.
O que você busca capturar além da imagem?
Olha, acho que além da imagem, sem dúvidas, é a essência, o que a pessoa tem para contribuir. Então, por exemplo, eu sou uma pessoa solar. Sempre busco trazer referências do que eu preciso fotografar, mas com coisas que façam sentido para a vida daquela pessoa. Uma coisa que eu gosto muito de fazer antes de fotografar é ter o mínimo de afinidade. Outra coisa que eu acho que é muito bacana no meu trabalho é que as personalidades que eu fotografo vão ficando meus amigos, porque gosto tanto de entender o que aquela pessoa vive, qual a necessidade daquela pessoa a partir da fotografia, que isso é o que faz sentido pra mim. A essência da pessoa, o que ela vive, o que ela acredita, o que ela gosta, é o que eu acho que faz a foto ficar única.

Você prefere dirigir um ensaio ou captar espontaneidade?
Dirigir. Eu sou um diretor maravilhoso. Amo dirigir, amo criar, roteirizar. Gosto de participar de tudo.
Como que surgiu a oportunidade de fotografar nomes como Paolla Oliveira, Cris Viana, Glória Pires, Ana Furtado, Boninho, Monique Alfradique, e tantos outros?
Olha, essas oportunidades vieram de formas tão naturais… Sou um cara muito ligado ao networking e relacionamento. São coisas que eu aplico muito no meu business. Então, sempre procuro e busco estar em lugares bacanas e estar envolvido com pessoas de produção, falando sobre o meu trabalho, mostrando. É um movimento que eu faço diariamente até hoje, e é isso que vai me conectando. Estar presente nesses locais e ir gerando essas conexões. É que, de forma natural, esses artistas vão me indicando para outros artistas e isso vai fazendo essa corrente bacana. Eu fico muito feliz. Isso vai me dar esse bom encontro profissional.
Qual foi o ensaio mais desafiador que você já fez com uma celebridade?
Paolla Oliveira no Carnaval. Fotografei em dois Carnavais. É desafiador porque a Paolla é uma grande estrela. Ela é uma luz maravilhosa, uma mulher linda, mas uma mulher muito objetiva. Ela sabe muito o que quer. Então o Carnaval é desafiador, porque as entregas eram muito rápidas. Os cliques tinham que ser muito rápidos porque é uma agenda grande. Imagina que eu tinha, sei lá, 20 minutos para fotografá-la e partir com ela para a Sapucaí, um caminho tumultuado. Às vezes, eu editava na van e cuidava do criativo do vídeo. Enfim, muitas questões para serem resolvidas em pouco tempo e uma foto de muita expressão. Imagina, eu estou clicando a rainha de bateria do Carnaval do Brasil. É a personalidade mais importante do Carnaval. A Paolla se destaca, ela se coloca nesse lugar. Sem dúvidas, é sempre um desafio a Paolla no Carnaval.

E você acha que essa fotografia que você fez, esse trabalho, foi uma divisão de águas na sua carreira?
Eu acho que nomes como Paollo Oliveira, Glória Pires, nomes fortes e que são artistas que normalmente fico um tempo trabalhando, isso é muito bacana para mim, foi um divisor de águas no meu posicionamento enquanto fotógrafo. E são pessoas com quem eu também fui aprendendo muito. Estamos falando de mulheres que já estão há muitos anos sabendo o que fazem, imagina a Glória Pires, a Paolla, a Monique Alfradique, que é uma grande amiga do meu coração, a gente tem inclusive uma relação pessoal. São mulheres que estão há muitos anos no mercado e que têm muita expressão no que fazem e que me ensinam diariamente, entendeu?
Como que você concilia a fotografia com o empreendedorismo e a criação de conteúdo?
Olha só o que acontece. Hoje, eu acredito num profissional que é 360°. Então, consigo fazer com que meu cliente gire em torno das minhas pontas de trabalho. Hoje eu tenho a minha produtora de conteúdo, que é a Sacada Conteúdo, que é uma empresa focada em estratégia digital para empresas e personalidades. Consigo dirigir esses trabalhos, fazer essa direção, graças a Deus, consigo fazer essa direção artística e de estratégia de comunicação. A partir dos meus conteúdos, porque, por exemplo, muitos clientes, vêm através das minhas publis enquanto influenciador e falam, cara, eu adoro a forma que você comunica, queria tanto comunicar dessa forma mais espontânea na minha rede social. Hoje em dia, para comunicar na rede social com público jovem, as marcas têm essa deficiência. Eles têm essa necessidade de saber como essa comunidade se comunica. E eu sou um jovem de geração Z e que está nas redes sociais em todas as pontas. Sou influenciador digital, fotógrafo, tenho a minha empresa de conteúdo e assim eu vou criando produtos e coisas que, às vezes, um cliente me consome em várias áreas. Essa veia empreendedora caminha junto com o meu artístico. Porque a minha necessidade de criar artisticamente vai junto com o empreendedorismo. É uma coisa que eu percebo. Porque ou o cara é artista, ou ele é empreendedor. Eu vejo muito esse cenário dividido em dois lugares. E eu consigo, de repente, vir nessa junção, nessa união. E isso acaba formando um caminho muito interessante, porque eu junto a arte com o negócio.
Você também atua com mentoria e palestras.
Enquanto palestrante, obviamente que eu vou entendendo as necessidades de cada contratante, mas basicamente eu falo sobre posicionamento digital. Na minha palestra, eu circulo sobre assuntos como posicionamento digital, falo sobre rede social e como você pode performar melhor, com autenticidade. Eu sou o tipo de pessoa que não acredito que porque está rolando uma trend, você tem que fazer o que está na moda, uma dancinha do TikTok. Não. O que eu prego é crie na rede social um campo confortável para sua comunicação. E eu te ajudo a fazer isso. Tenho um público que é 40 mais. Então, a gente já sabe que uma dancinha que está no TikTok, de repente, não é a melhor estratégia para você. Mas a pessoa gostaria de fazer. Então, vamos fazer. Vamos transformar a sua essência para ser um caminho confortável para você. É a minha conversa nessa palestra, que é até um bate-papo, ele paira sobre isso. Posicionamento digital, presença nas redes e o que fazer, como fazer, quando fazer. E também passo um pouco sobre essa questão da saúde emocional e mental nas redes sociais.

Que conselho você daria para os jovens fotógrafos ou empreendedores que querem se destacar no mercado atualmente?
Eu indicaria buscar embasamento para as coisas. É o que eu tenho sentido falta, acho que o mercado do audiovisual está muito estabelecido num lugar comercial, lógico. E o comercial, isso que eu falei para você, que eu consigo fazer essa união, porque o comercial, rapidamente, ele é colocado num lugar raso. Quando você aprofunda, você já está sendo artista. E o audiovisual tem estado muito nessa camada do raso. Então, para um fotógrafo que está começando, é aprofundar. Tenha paciência de saber mais a história do que você está fazendo, os detalhes, roteirizar, buscar algo que não seja novo, orque eu acho que está tudo bem pegar referência. Nossa, é uma marca que fez tal coisa. “Vambora”, copia e cola. Pegou uma ideia? Coloca a sua essência em cima daquilo que vira uma outra ideia. Não há problema, é buscar sentido para as coisas. Tem que fazer sentido. Hoje em dia eu não assino mais projetos que não façam sentido para mim.
Que temas ou pessoas você ainda gostaria de fotografar?
Ivete Sangalo. Só ela. Está tudo bem. O que o universo me entregar, está entregue. Acho ela o máximo.
Como você vê o futuro da fotografia no Brasil?
Vejo um caminho maravilhoso, porque não tem como a gente falar de futuro do audiovisual sem falar da inteligência artificial. E aí muita gente chega para mim e fala, cara, vou perder meu trabalho por conta de inteligência artificial. Meu Deus, vários fotógrafos se sentem ameaçados. Só que a inteligência artificial, o ChatGPT, a IA, ela é um megafone. Eu uso muito a IA para fazer várias coisas, só que a minha busca no ChatGPT é muito apurada, é muito detalhada. O que eu pesquiso e a forma como pesquiso é muito interessante. Vejo um caminho muito longo, um caminho muito bacana. A fotografia é também para eternizar momentos. E nós, seres humanos, a gente tem essa necessidade. Então é um caminho para sempre, porque é a arte. E a arte vai estar aí para sempre. Acho que aí está o futuro da fotografia. As pessoas mudarem a forma de atuar, de conduzir.
O que ainda te move depois de tantos cliques?
O que me move depois de tantos cliques… É que ninguém nunca me perguntou isso. O que me move depois de tantos cliques, acho que é o amanhã. Eu amo acordar. O amanhecer para mim é maravilhoso. A parte da manhã é a coisa que eu mais amo na vida, porque eu acordei. Então tem um dia lindo pela frente. A cada trabalho que eu faço, que acho que arrasei, que acho que foi lindo, aquilo me leva para um lugar de estímulo, de continuar, porque eu acredito no amanhã. Acho que é isso.

Vamos lá, me fala sobre o Farraiá, que acontece dia 28 de junho. Como surgiu essa ideia?
OFarraiá é um projeto da minha vida que sou apaixonado, apaixonado demais, demais. Porque o Farraiá, ele me traduz muito artisticamente. Eu sou produtor do evento. O Farraiá tem a minha cara. E hoje é o maior Arraiá do interior do estado do Rio de Janeiro. Olha que demais, e na quarta edição. A gente já conseguiu esse espaço porque é uma festa em Campos do Goytacazes, que é minha cidade natal. E é uma cidade de 700 mil habitantes, que tem um potencial gigante. E é maravilhoso. Estou apaixonado demais pelo projeto. E a partir disso, eu amo São João. São João, para mim, é uma expressão artística. É um lugar que a gente consegue falar de Brasil. O São João é Brasil. Faço uma festa que representa as duas maiores do país, Carnaval e São João. Estava até lendo uma matéria que o Carnaval, aliás, o São João, está ultrapassando o ranking de popularidade de marcas investidas. Vai ser maravilhoso, porque eu acho que nada melhor do que falar de Brasil, do que falar de São João, as comidinhas típicas. O Farraiá começou para comemorar meu aniversário. Foram três edições fazendo Farraiá para comemorar meu aniversário. Então eram festas fechadas. No último ano, eu já consegui colocar marcas patrocinando o evento. Consegui marcas como O Boticário, Johnny Walker, apoiando o evento e patrocinando. Ano passado foi uma festa pra 600 convidados, com 580 pessoas estavam lá, só teve 20 pessoas que não foram. E esse ano eu abri o evento para as vendas de ingressos.
Quais são os próximos projetos?
Meus projetos vão acontecendo naturalmente. Sou um cara que está sempre em movimento.Essa é uma pergunta que sempre me pega, porque sabe, sei lá, o que eu vou inventar amanhã. Mas, por enquanto, estou em um ano de comemoração. Estou no meu ano de comemoração de dez anos de carreira. Este ano eu faço uma festa. No final do ano vai ser um baile black tie, um baile bem bacana para comemorar esses dez anos. E ao longo do ano, muita coisa vem aí.



