
Parece que os aeroportos do mundo ficarão ainda mais movimentados na próxima década e meia.
Os gastos globais com viagens de lazer devem triplicar de US$ 5 trilhões em 2024 para US$ 15 trilhões em 2040, de acordo com um novo relatório do Boston Consulting Group (BCG).
O relatório, baseado em uma pesquisa com quase 5.000 viajantes de 11 países, mostrou que os mercados emergentes impulsionarão um crescimento significativo no setor de viagens. China, Índia, Arábia Saudita e Vietnã devem superar os pesos pesados do setor, incluindo EUA, Reino Unido e Alemanha. A China está a caminho de se tornar o país com os maiores gastos em viagens de lazer, com aumentos de mais de 10% ao ano.
Curiosamente, não são os voos internacionais que atrairão a maior parte do dinheiro. As viagens domésticas devem gerar quase US$ 12 trilhões até 2040, enquanto as viagens regionais devem triplicar para mais de US$ 2 trilhões, diz o relatório. A previsão é de que as viagens internacionais gerem uma parcela menor de US$ 1,4 trilhão, mas devem crescer mais rapidamente, de acordo com o BCG.
O relatório mostrou que a Geração Y e a Geração Z são os viajantes mais influentes globalmente, planejando mais viagens e gastando mais em experiências do que as gerações mais velhas.
Também constatou que os viajantes em geral estão mais interessados em viagens focadas em exploração cultural, saúde e bem-estar, e iluminação espiritual ou religiosa, em vez de embarcar em férias convencionais na praia, na cidade ou na natureza.
O turismo gastronômico também está em alta, com entrevistados chineses, vietnamitas e indonésios classificando a comida como um dos principais motivos para viagens.
Viagens “bleisure” também estão crescendo em popularidade, especialmente nos mercados emergentes. Mais de 70% dos viajantes na China, Índia, Nigéria e Arábia Saudita planejam combinar viagens de negócios e lazer, enquanto apenas 15% a 30% dos viajantes nos EUA, Reino Unido e Alemanha estão interessados em “bleisure”.
Viajar sozinho também se tornou mais comum, com 18% a 39% dos entrevistados afirmando que exploram sem companhia.



