
Para Vivienne Westwood, as joias nunca foram um detalhe secundário. Ela começou a criar peças extraordinárias na interseção entre joalheria e moda logo após a inauguração de sua loja na King’s Road, em 1971.
Naquela época, correntes pendiam de camisetas cravejadas de tachas ou estampadas com palavras como “Rock”, “Pervertido”, “Foda-se” – escritas com ossos de galinha.
Isso marcou o início de um estilo de joalheria singular, que abrangia desde o punk até os tons pastel. Nas mãos de Westwood, as joias eram ousadas, divertidas, destemidas e vibrantes, tornando-se algo completamente seu.
O amor da estilista pelas joias é o tema de um novo livro, “Vivienne Westwood & Jewellery”, publicado pela Thames & Hudson.
“Alfinetes de segurança perfurando rostos. Gargantilhas de pérolas e brincos em forma de gota inspirados em retratos elisabetanos. Correntes de bondage, algemas com fivelas sadomasoquistas e coleiras de cachorro. Coroas, medalhões e orbes reais cravejados de joias. O vocabulário de joias de Vivienne Westwood é tão distinto e imediatamente reconhecível quanto o de suas roupas”, afirma o autor e crítico de moda Alexander Fury.
Dez capítulos homenageiam as joias que definiram o estilo de Westwood, de pérolas a laços, de uma filosofia do “faça você mesmo” ao memento mori.
Ao longo da obra, percebemos temas onipresentes. O sexo é uma referência frequente, particularmente quando traduzido nas algemas e cadeados ornamentados, sinônimos de BDSM.
O ativismo também é fundamental, com slogans políticos e materiais reciclados sendo um favorito constante da designer, enquanto o punk, alfinetes de segurança e broches sempre permanecerão uma marca registrada do estilo de Westwood.
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