
A Casa Triângulo apresenta “A cor do tempo”, segunda exposição individual de Marina Hachem na galeria, com curadoria de Priscyla Gomes. A mostra reúne 16 trabalhos criados entre 2025 e 2026: nove esculturas e sete relevos que combinam materiais da construção civil, como concreto, cimento, brita e vergalhão. A mostra fica em cartaz de 13 de novembro a 19 de dezembro de 2026. A abertura acontece no dia 12 de novembro, das 18h às 21h.

A pesquisa começou durante uma residência de seis meses da artista em Paris. Ao visitar jardins históricos franceses, Marina se interessou pela disputa entre o desenho controlado pelo ser humano e o crescimento da natureza. No inverno, viu Versalhes coberta de neve, o branco apagava cores e detalhes, revelando formas simples na paisagem. A imagem virou ponto de partida para obras que reinventam os jardins sem reproduzir seus traçados originais.

Com até 2,70 metros de altura e uma tonelada, as esculturas têm superfícies granuladas e sulcadas, em tons de branco e cinza atravessados por bordôs e pretos. Nos relevos, desenhos inspirados nos canteiros aparecem sobre o concreto celular. A leveza visual das formas contrasta com o peso da matéria e com o trabalho físico envolvido em sua construção.

O título da exposição vem de “Os prazeres e os dias”, primeiro livro de Marcel Proust. A expressão “cor do tempo” também evoca a ambiguidade da palavra em francês, que pode significar tanto duração quanto clima. Na mostra, ela se conecta ao inverno, à matéria que fixa a paisagem e à ideia de ruínas de jardins que ainda permanecem de pé.
Casa Triângulo – Rua Estados Unidos, 1.324, Jardim América, São Paulo, SP.


