
Com informações do The Business of Fashion
A moda sul-americana está prestes a se tornar mais competitiva na Europa. Um acordo de livre comércio provisório entre a União Europeia e o Mercosul entrou em vigor, após mais de 20 anos de negociações.
Segundo o acordo, os exportadores dos membros plenos do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – poderão obter uma posição mais sólida nos mercados europeus ao longo do tempo.
A UE eliminará progressivamente as tarifas sobre 92% das importações desses países e concederá acesso preferencial a outros 7,5% por meio de cotas tarifárias ou outros mecanismos.
Embora a média seja de cerca de 5%, as tarifas da UE podem chegar a aproximadamente 12% para vestuário e até 17% para algumas categorias de calçados.
“Em ambos os lados do acordo, todos os produtos têxteis, de vestuário e de confecção estão sujeitos à eliminação de tarifas dentro de um período de liberalização de oito anos”, afirma um porta-voz da Comissão Europeia.
A indústria calçadista brasileira está entre os setores da moda que se beneficiarão com o acordo. Segundo dados da Abicalçados, o Brasil exportou 17,4 milhões de pares de calçados para o bloco no ano passado, representando um aumento de 5,2% em relação ao ano anterior.
Haroldo Ferreira, presidente executivo da associação brasileira de calçados, declarou recentemente à “World Footwear” que o acordo impulsionará a competitividade, principalmente em relação aos fornecedores asiáticos.



