
Em clima de Dia Nacional do Samba, comemorado no dia 2 de dezembro, a Iniciativa Negra e o projeto Cartografias de Bamba se juntam ao Samburbano, roda de samba que há mais de 11 anos movimenta o centro de São Paulo, para celebrar o samba paulistano: patrimônio vivo da cidade. A festa acontece no sábado, 6 de dezembro, a partir das 12h, na já famosa Rua João de Barros, na Barra Funda.
Conhecida como Rua do Samba, a via é reduto de sambistas, compositores e blocos que moldaram a cena cultural da capital. O evento nasce em resposta à gentrificação da região e reforça a importância de preservar a memória negra, a cultura popular e o uso das ruas como espaço de encontro, celebração e resistência. “Nossos heróis populares precisam ser celebrados. O samba cura e ensina”, afirma Nathália Oliveira, socióloga e cofundadora da Iniciativa Negra.
A programação ocupa o dia inteiro: festival gastronômico, feira criativa, intervenção artística de Rafa Malaca e Joks (13h–17h), e a roda de conversa Enredo do meu Samba, com Seu Ideval Anselmo, Zelão e mediação de Akins Kintê. Na sequência, o coletivo Poetas da Barra puxa uma roda de samba autoral.

Às 15h, rola a exibição de “Gira Bandeira – Guardiões do Carnaval”, documentário de Akins Kintê sobre a história e o simbolismo do mestre-sala, porta-bandeira e estandarte. Após o filme, o público conversa com o casal Claudio e Claudia, guardiões dessa tradição.
A partir das 16h30, o Samburbano, comandado por Roberta Oliveira, esquenta os tamborins com clássicos e composições paulistanas. “Unir forças com o Cartografias de Bamba fortalece nosso elo com a história e com a nova geração”, diz Roberta.
Depois de uma pausa às 18h30, a roda volta às 19h com convidados especiais, como Zé Maria e Simone Tobias, encerrando a festa às 21h. A homenagem especial da noite vai para Tia Neide, referência da presença e do legado das mulheres negras no samba da Barra Funda.



